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	<title>Salvador Alternativo &#187; Entrevistas</title>
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	<description>Cultura e arte alternativa da Bahia</description>
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  <title>Salvador Alternativo</title>
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		<title>Entrevista: Thiago Bianchi</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 03:07:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alan Botelho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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		<description><![CDATA[Thiago Bianchi é o atual vocalista da banda Shaman e acumula em seu currículo de produtor musical trabalhos com grandes nomes do heavy metal nacional como Angra, Kiko Loureiro, Edu Ardanuy, Tuatha de Dannan e Karma, grupo que também já integrou. Em turnê pelo Nordeste, ele vai se apresentar em Salvador, acompanhado pela banda Burning [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/11/40.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-3404" src="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/11/40-242x300.jpg" alt="" width="235" height="299" /></a>Thiago Bianchi</strong> é o atual vocalista da banda Shaman e acumula em seu currículo de produtor musical trabalhos com grandes nomes do heavy metal nacional como Angra, Kiko Loureiro, Edu Ardanuy, Tuatha de Dannan e Karma, grupo que também já integrou. Em turnê pelo Nordeste, ele vai se apresentar em Salvador, acompanhado pela banda Burning Heart, no dia 02 de dezembro, às 22h, na Boomerangue. Um dia antes, ministra um workseminar de gravação de vozes, no Estúdio K., às 20h. O<strong> Salvador Alternativo</strong> conversou com <strong>Bianchi</strong> sobre a sua carreira e passagem pela cidade.</p>
<p><strong>Salvador Alternativo:</strong> O que o público soteropolitano pode esperar deste evento marcado para o dia 02 de dezembro?</p>
<p><strong>Thiago Bianchi:</strong> Salve galera de Salvador e região!! A minha subida pra Salvador está cheia de surpresas realmente. Serei acompanhado pela banda mais que talentosa Burning Heart. Eles são aí da região e são excepcionais… Faremos um repertório totalmente diferente do que estou acostumado em meus workshows! Será realmente uma grande festa!</p>
<p><strong>S.A.:</strong> Quais são os próximos passos do Shaman? Há novidades em vista?</p>
<p><strong>T.B.: </strong>Olha, o Shaman está mais vivo do que nunca! Estamos terminando o disco novo, mais precisamente na sétima música… E lhes digo que está ficando surpreendente… Até pra nós mesmos! (Risos) Temos uma sintonia fina do que queremos como banda. De fato, terapêutico compor um disco com uma galera tão virtuosa, não só tecnicamente, mas também no quesito idéias! Fica realmente fácil de produzir o disco assim. Sem contar que ainda tem o DVD que gravamos na Europa, como  headliners do festival Master Of Rock, onde, inclusive, fomos acompanhados pela Orquestra do maestro turco Musa Gocman. Um show realmente digno de ser registrado num dvd. A idéia é que seja um material triplo: CD novo, DVD e CD do DVD… Além disso, o &#8220;Immortal&#8221; está sendo relançado pela Voice Music, em versão dupla, acompanhado do CD do DVD “Anime Alive” e ainda 5 bônus, sendo uma inédita tocada pelo Shaman. É uma surpresa, na verdade! Muito boa também! (Risos)</p>
<p><strong>S.A.:</strong> Sua carreira é vasta e inclui trabalhos com diversas bandas, tanto como produtor quanto como vocalista. Qual seria o seu trabalho de maior legado musical, na sua opinião?</p>
<p><strong>T.B.:</strong> Hum… Sim… Obrigado por notar! (Risos) Bom, sinceramente são como filhos e, realmente, é difícil escolher esse ou aquele. Mas claro que tenho meus xodós… (Risos) Cada um, a sua maneira, me fez crescer muito… Cada um de uma maneira diferente, mas igualmente importante. Os que eu destacaria seriam:<br />
&#8220;Immortal&#8221; – Shaman: Por ter me alavancado e, de fato, ter me revelado ao mundo do metal… E, claro, também por ter sido um desafio, já que este tipo de metal nunca tinha sido minha veia mais forte.<br />
&#8220;Leave Now!!!&#8221; &#8211; Karma: Por ter sido feito num período tão conturbado e tão sem futuro de minha vida [N. do R.: ler bio do músico em seu site www.thiagobianchi.com.br] E, no fim, de fato só assim poderia nascer uma pérola do prog como essa ao meu ver.<br />
E os outros&#8230; Tantos outros tenho muito carinho e respeito. Hpje posso dizer que tenho orgulho por ter contribuído tanto para o rock no Brasil. Acredite, não há um dia em que eu acorde e ponha os pés no chão de manhã que eu não faça algo de produtivo para o Brasil continuar figurando como um dos grandes nomes do rock mundial.</p>
<p><strong><a href="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/11/2.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-3403" src="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/11/2-187x300.jpg" alt="" width="187" height="300" /></a>S.A.:</strong> Sendo filho de músicos é quase inevitável trilhar este caminho também? E como foi, no início da sua carreira, conciliar a música com o desenho?</p>
<p><strong>T.B.:</strong> Ah, quando se é muleque, sabe como é… Faz de tudo! Não era só isso… Ainda fui federado em basquete pelo colégio Olavo Bilac, onde inclusive levantamos a taça “Dan Up” [N. do R.: Importante campeonato das ligas estudantis do Estado de SP], além também de seguir como goleiro no futebol, pelo mesmo colégio. Então, conciliar  coisas é o que a gente faz na vida, ainda mais o que amamos. O fato é que a música falou mais alto, por ser o que realmente me move… E é isso.</p>
<p><strong>S.A.:</strong> Você se sente mais à vontade no metal ou na música erudita?</p>
<p><strong>T.B.:</strong> Pra ser sincero, sou fã de música boa. Independente desse ou daquele estilo… claro que minha vida é galgada no metal, mas, justamente nesse estilo, pra serem melhor executadas as técnicas de voz envolvidas, a necessidade de estudar canto lírico se faz presente. Sempre me divirto muito cantando áreas e peças eruditas… Mas são apenas caminhos rumo a um objetivo principal: melhorar minha performance vocálica. Minha vida é o rock.</p>
<p><strong>S.A.:</strong> Hoje em dia, muitos jovens preferem ir a workshops e workshows do que a shows propriamente ditos. Como você encara esta mudança no público, se é que ela existe realmente?</p>
<p><strong>T.B.: </strong>Olha… Acho que muito disso vem da baixa qualidade musical apresentada por muitas bandas ultimamente. Acho que dinheiro e arte sempre estiveram mesclados, mas nunca um substituir o outro. A diminuição das vendas de discos, por conta da pirataria, causou uma necessidade de se “tapar o buraco” deixado pela situação, obrigando muitas vezes as bandas aumentarem seu número de shows para poder faturar mais, gerando uma sobrecarga nos músicos, que, por sua vez, não conseguem mais entregar em cada apesentação toda a energia esperada pelo público e até existente dentro do músico, mas infelizmente exaurida pelo acúmulo de datas em sua agenda.<br />
Nos works as pessoas podem ver um pouco mais do músico como “pessoa”, ver de perto como ele faz o que faz, além de poder estar presente numa situção onde o mesmo tem muito mais espaço para poder mostrar o que pode, com uma boa parcela de energia em seus pulmões!</p>
<p><strong>S.A.: </strong>De toda a cena brasileira atual, quais vocalistas de heavy metal e gêneros similares você destacaria como nomes de qualidade ímpar?</p>
<p><strong>T.B.: </strong>Hum… Olha, o Brasil é um celeiro incrível de jovens talentos atentos a serem descobertos. Além dos nomes tradicionais dos já chamados “medalhões”, como Nando Fernandes, Andre Matos, Edu Falaschi, Christian Passos e etc, também temos essa galera que corre por fora, mas com muito fôlego e disposição… Tais como: Iuri (Hybria), Leandro Caçoilo (Eterna), Thiago Buslik (Live &amp; Louder). Nossa… Eu ficaria aqui a tarde inteira! (Risos) Brasil tem muita gente! Só que, às vezes, sinto que os próprios brasileiros não estão preparados para sua própria cultura.</p>
<p><strong><a href="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/11/1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-3402" src="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/11/1-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a>S.A.:</strong> A Burning Heart, banda baiana de hard rock, vai se apresentar com você nestes shows em Salvador e Aracaju. Como conheceu a banda? Já existia algum contato anterior com os integrantes? Você tem aproximação com membros de outras bandas da Bahia?</p>
<p><strong>T.B.:</strong> Foi por um amigo em comum, o Alê da Rádio RockFreeday! Ele me passou o contato do Valter e comentou que Salvador estava carente por uma aprensentação diferente! E, claro, pelo Shaman! (Risos) Então, duas coisas deixo claro aqui… Eu estou chegando agora e o Shaman também não demora não! (Risos) Quanto à Burning Heart, quero aproveitar para agradê-los pela energia, paciência e alegria com que estão fazendo todo esse trabalho comigo. Já era fã e agora eles também têm minha amizade e respeito!</p>
<p><strong>S.A.: </strong>A vertente progressiva do heavy metal é encarada por alguns como algo chato, maçante, excessivamente técnico e sem vida. Na perspectiva de quem já trabalhou muito com esta linha musical, o que essas declarações têm de verdade e de mentira?</p>
<p><strong>T.B.:</strong> Nossa! Hum… Não sei bem como responder a essa pergunta… Bom, conheço pessoas que não gostam de chocolate. Como isso é possível, né? Mas acontece… Ainda assim, o Dream Theater vem aumentando cada vez mais seu publico perante o mundo, o mesmo acontece com Rush, Symphony X. Isso sem contar que toda banda que voltou dos mortos como Metallica, Megadeth e cia, voltaram trazendo sua marca mais forte, a progressividade dentro do metal. Vide seus discos mais conceituados e, coincidentemente, mais profundos e prog, &#8220;…And Justice for All&#8221; e &#8220;Rust in Peace&#8221;.<br />
Agora eu que te pergunto… Como explica-se isso? Volto a afirmar. Só existem dois tipos de música: boa e ruim. Cabe a nós apenas ouvirmos o que nos faz sentir bem e só.</p>
<p><strong>S.A.: </strong>Muito obrigado pela entrevista e sucesso na sua jornada musical! Deixe um comentário para os leitores do Salvador Alternativo.</p>
<p><strong>T.B.:</strong> Obrigado e espero todos na Boomerangue (02/12) e Estúdio K (01/12)!!</p>
<blockquote><p>Entrevista por <strong>Alan Botelho</strong> e <strong>Clara Marques Campos</strong></p></blockquote>
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		<title>Entrevista: Ronei Jorge</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 05:38:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renata Alves</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Frascos Comprimidos Compressas]]></category>
		<category><![CDATA[Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta]]></category>

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Após lançar o segundo e elogiado disco, Frascos Comprimidos Compressas, a banda Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta não deixa dúvida sobre sua autoridade no cenário alternativo nacional. Com influências diversas – do rock clássico até o samba – e um vício por música é que Edson Rosa, Sérgio Kopinski, Mauricio Pedrão  e Ronei Jorge [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp" style="text-align: justify;">
<div id="attachment_2628" class="wp-caption alignleft" style="width: 209px"><a href="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Cópia-de-ronei-35.JPG"><img class="size-medium wp-image-2628" title="Cópia de ronei (35)" src="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Cópia-de-ronei-35-199x300.jpg" alt="Foto: Divulgação" width="199" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Divulgação</p></div>
<p><strong>Após lançar o segundo e elogiado disco,</strong> <em>Frascos Comprimidos Compressas</em><strong>, a banda</strong> Ronei Jorge e os Ladrões de <em>Bicicleta</em> <strong>não deixa dúvida sobre sua autoridade no cenário alternativo nacional. Com influências diversas – do rock clássico até o samba – e um vício por música é que Edson Rosa, Sérgio Kopinski, Mauricio Pedrão  e Ronei Jorge colocam no mercado um disco intenso, “orgânico” e que reflete o atual momento da banda. Com apresentação em teatro lotado, o grupo começou uma série de shows para divulgação do recente trabalho. No dia 16 desse mês, a banda finaliza essa temporada, tocando no Groove Bar. Em entrevista ao</strong> Salvador Alternativo<strong>, o músico, compositor e vocalista</strong> Ronei Jorge <strong>explica como foi o processo de produção do álbum, a relação com Pedro Sá [banda </strong><em>Cê</em><strong>], as novidades que o novo álbum traz, o amadurecimento da banda e curiosidades sobre o mercado da música.</strong></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Salvador Alternativo – Quando foi que</strong> <em><strong>Frascos Comprimidos Compressas</strong></em> <strong>começou a ser pensando e produzido?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ronei Jorge &#8211; Já tinha um tempo que tocávamos músicas novas. Quando soubemos da premiação do Petrobrás de Música, aí vira realidade. O prêmio veio em 2007 e, a partir daí, fomos amadurecendo a concepção artística. Começamos a intensificar os ensaios. A gente tocava de 10h às 18h, aos sábados. Eu estava compondo compulsivamente. Levava o que tinha produzido em casa, os caras ouviam e já metiam a mão nos instrumentos. Eram horas conversando sobre as músicas. Alguns arranjos saiam rápidos, outros mudavam constantemente. Estávamos indo em uma direção muito coesa com o que gostaríamos de tocar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SA &#8211; Como chegaram ao nome de Pedro Sá?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">RJ &#8211; Vieram alguns nomes na cabeça e o de Pedro Sá foi unânime. Queríamos um cara que tivesse uma identidade musical parecida com a nossa, e ele havia produzido o <em>Cê</em>, já tocava com Caetano. A concepção desse disco casava, em alguns momentos, exatamente com as coisas que estavam surgindo no nosso som. Pedro é um cara de grandes idéias e isso tudo se confirmou com a chegada dele aqui. Pedro tinha uma paciência e dedicação incríveis, muita sensibilidade nas escolhas e nas decisões de como tirar o melhor da banda. Nota mil para o cara, grande amigo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SA – Quem participa do disco?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">RJ &#8211; Quando Edinho começou a tocar teclados em algumas musicas, fiquei sendo “o guitarrista”, coisa que não me cabe, então, fomos atrás de um musico que pudesse fazer essa outra guitarra. Eis que surge Junix [Juninho Costa], que havia tocado com Arto Lindsay, Carlinhos Brown, Ivete Sangalo, Marisa Monte e tinha um power trio sensacional chamado Subaquático. O cara, além de gente da melhor qualidade, é um dos maiores guitarristas que já ouvi. A guitarra de Juninho é elegante e sutil como ele. A outra participação é a de Lia Lordelo, atriz talentosíssima que conheci através de Gal, minha mulher. Quando a vi cantando em uma peça, comecei a imaginá-la cantando uma música do disco que pensava em ter um vocal feminino. Como queria que fosse uma voz doce e suave, Lia foi a pessoa certa. Ela gravou as músicas <em>Tão Forte</em> e <em>Quem Vem Lá</em>, dando uma leveza sensacional para as canções.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SA &#8211; Vocês passaram um tempo afastados do palco e sem lançarem novidades, para produzir o disco. Em que foi importante esse período de &#8220;reclusão&#8221; para o resultado do álbum?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">RJ &#8211; O disco saiu desse jeito por conta de ensaios exaustivos. Nós gravamos sem metrônomo [aparelho que coordena o tempo das músicas] e juntos, por causa desse período. Nossas quase certezas estéticas nasceram também desse tempo sem colocar a cara na rua.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SA – Há algum motivo especial para a escolha do nome</strong> <strong><em>Frascos Comprimidos Compressas</em>?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">RJ &#8211; Poxa, nome de disco é difícil. Não queríamos repetir o que fizemos com o primeiro, então, pensamos em um título de música. Se não me engano, Pedrão sugeriu que fosse &#8220;Frascos Comprimidos Compressas&#8221;, por ser diferente e por ser uma música que gostávamos muito.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SA &#8211; O que existe de novo ou diferente na sonoridade do álbum?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">RJ &#8211; Acho que o disco reflete bem o espírito da banda, ele é muito orgânico. É um disco para se curtir as canções, descobrir os arranjos durantes as audições, se ouvir com calma, de preferência sentado no chão da sala, com a capa do disco nas mãos, lendo as letras, cantando junto e curtindo. Todas as pessoas envolvidas com as gravações estavam nessa vibração. A capa do disco passa isso. Espero que passe para o público que ouvir.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SA &#8211; O primeiro CD da banda traz canções que falam de relações e de amor. O novo disco segue essa linha? De que tratam as letras?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">RJ &#8211; O tema, na maioria das vezes, é o mesmo: relacionamentos. Claro que daí se tem um universo muito grande, pois o tema não explica em si o que cada letra fala. O amor e a relação aparecem de formas diferentes no disco. Pode ser desde um ato de carinho a um ato de cinismo. Quanto a mudanças, eu acho que as letras estão mais diretas, mais maduras. Mas não consigo ver as coisas de forma tão separadas. Muitas vezes, produzo letra e música ao mesmo tempo, então tem uma junção muito grande, uma coisa acaba puxando a outra. Vem harmonia, melodia e letra. Engraçado que a maioria das pessoas pensa que eu só sou letrista.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SA &#8211; Além do amadurecimento, existe alguma diferença entre a banda Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta de hoje e a da época do primeiro disco?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">RJ &#8211; Pensando em mudanças estéticas, não dá para excluir o amadurecimento. Tocar seis anos juntos significa entender melhor o que se está fazendo com seu instrumento dentro daquela formação. Com o passar do tempo, a banda ficou mais orgânica, soando como um elemento só. Mesmo que com músicos de ideias diferentes, tudo deve convergir no que imaginamos que seja o nosso grupo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SA &#8211; O som da banda demonstra um comprometimento maior com a própria obra do que com o chamado &#8220;mercado da música&#8221;. Isso procede?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">RJ &#8211; Essas coisas nem sempre são opostas. Às vezes, o caminho traçado termina sendo o mesmo que é abrigado pelo mercado. Na década de oitenta, por exemplo, as bandas de rock pareciam comprometidas com suas obras e calhava do mercado dar vazão a isso. Os programas de rádio, TV, jornais, enfim, a mídia queria o que as bandas de rock estavam fazendo. Nós fazemos o que gostamos e nos exigimos bastante, sempre com o cuidado de nos comunicarmos. Se isso desembocar na expectativa do mercado, ótimo. Agora, sempre é bom atentar que não temos mais uma indústria como de vinte, dez anos atrás. Hoje está tudo pulverizado, são mercados menores.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SA – Voltando para a história do grupo, quando e como a banda surgiu?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">RJ &#8211; A banda surgiu em 2003. Eu e Pedrão nos conhecemos através de um amigo em comum. Nós jogávamos bola juntos. Mas, já o conhecia como baterista e já havíamos feito um ensaio, eu ainda com minha antiga banda, a Saci Tric. Pouco tempo depois, Edinho ficou sabendo do som que estávamos fazendo com Nuno [baixista da Saci Tric]. Ele chegou em um ensaio e já saiu tocando. Serginho entrou quando Nuno foi pra Portugal. Outro baixista que ensaiou com a gente foi Eduardo Luedy, que tocou no Flores do Mal e com Paquito.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SA &#8211; Vocês são uma banda de rock com influências de música popular brasileira, ou uma banda de MPB com influências de rock?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">RJ &#8211; Somos uma banda de rock desde que esse estilo esteja dentro do universo da música pop. Nossa formação musical vem do rock. Mas, temos em comum o vício por música, seja qual for o estilo. Somos obcecados em ouvir coisas diversas e uma dessas coisas é a música brasileira, mas também jazz, música latina, soul. Tudo se processa na cabeça sem hierarquia, sabe? Caetano, João Bosco, Donato, Milton, Luis Melodia, Gilberto Gil, Edu Lobo, Marina, Rita Lee, Lulu Santos Chico Buarque, Gal Costa Jorge Ben, Itamar Assumpção, Jards Macalé, Jorge Mautner… Tudo cabe na mesma salada de Police, Led Zeppelin, Charles Mingus, Mutantes, Talking Heads, Gênesis, Fela Kuti, Blur, Pink Floyd, Black Rio, Azimuth… A gente vai ouvindo as coisas, que vão se acumulando até ficarem sem esses rótulos. Na minha cabeça é assim, é música.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SA &#8211; A música de trabalho será</strong> <strong><em>Você sabe dessas coisas (Nega)</em>? Já pensam nesse clipe?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">RJ &#8211; Como somos uma banda independente, não precisamos ter música de trabalho, até porque essa denominação ganhou força com o jabá das gravadoras, com a massificação de uma canção. Vamos disponibilizando as músicas aos poucos e sentindo a assimilação delas por parte do público. Tomara que gostem de todas. O clipe de duas músicas estão sendo feitos: <em>Você sabe dessas coisas (Nega)</em> e <em>A Respeito do Sono</em>. Quem está fazendo é Alessandro Soares, o mesmo que fez o clipe de <em>Vidinha</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_2640" class="wp-caption aligncenter" style="width: 424px"><a href="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/10/RJLB-Foto-por-Ricardo-Prado11.jpg"><img class="size-large wp-image-2640" src="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/10/RJLB-Foto-por-Ricardo-Prado11-1024x777.jpg" alt="RJLB, da esquerda para a direita: Edson Rosa, Sérgio Kopinski, Mauricio Pedrão e Ronei Jorge (Foto: Ricardo Prado)" width="414" height="313" /></a><p class="wp-caption-text">RJLB, da esquerda para a direita: Edson Rosa, Sérgio Kopinski, Mauricio Pedrão e Ronei Jorge (Foto: Ricardo Prado)</p></div>
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		<title>Entrevista: Tiago Shade</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 01:46:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rômulo Lebre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[Baterista]]></category>
		<category><![CDATA[Metal na Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[Shade]]></category>
		<category><![CDATA[Tiago Shade]]></category>

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		<description><![CDATA[Já conhecido pelo cenário underground de Salvador, o baterista baiano Tiago Shade Saldanha foi convidado para participar da gravação do segundo álbum da  banda  alemã  Riefenstahl.
O baterista estreitou o contato  com os integrantes da banda através do Myspace e viajou recentemente para Leipzig, cidade independente do estado da Saxónia, no leste [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1709" class="wp-caption alignleft" style="width: 360px"><img class="size-full wp-image-1709" title="shade2" src="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/08/shade2.jpg" alt="Tiago Shade no intervalo da gravação de videoclip da Reflections Bleed. Fotografia: Jera Cravo" width="350" height="350" /><p class="wp-caption-text">Tiago Shade no intervalo da gravação de videoclip da Reflections Bleed. Fotografia: Jera Cravo</p></div>
<p>Já conhecido pelo cenário underground de Salvador, o baterista baiano <a href="http://www.myspace.com/TIAGOSHADE" target="_blank">Tiago Shade Saldanha</a> foi convidado para participar da gravação do segundo álbum da  banda  alemã  <a href="http://www.myspace.com/BANDRIEFENSTAHL" target="_blank">Riefenstahl</a>.</p>
<p>O baterista estreitou o contato  com os integrantes da banda através do <a href="http://www.myspace.com/" target="_blank">Myspace</a> e viajou recentemente para Leipzig, cidade independente do estado da Saxónia, no leste da Alemanha.</p>
<p>O músico, que comprou seu primeiro kit de bateria aos 13 anos, vem surpreendendo cada vez mais os críticos baianos mostrando sua  técnica, pegada e personalidade no instrumento.</p>
<p>Nessa entrevista, Shade fala das dificuldades que já passou ao longo dos anos e apresenta algumas novidades sobre a sua viagem louca, fazendo o que ele mais gosta na vida.</p>
<p><strong>Como o RIEFENSTAHL conheceu Tiago Shade? Fale um pouco sobre os integrantes.</strong></p>
<p>Fala ae galera! Bom, foi graças a Internet e o Myspace. O Riefenstahl tocou com o <a href="http://www.myspace.com/cobalto" target="_blank">Cobalto</a> num show em Bavária. <strong>Jens Esch</strong>(vocalista), viu meu <a href="http://www.myspace.com/TIAGOSHADE" target="_blank">Myspace</a> e da minha banda <a href="http://www.myspace.com/REFLECTIONSBLEED" target="_blank">Reflections Bleed</a> e gostou muito. Ele adicionou e mandou uma mensagem. Respondi e fui ouvir a banda do cara. Achei foda!</p>
<p>Começamos a trocar mensagens e fomos ficando amigos. Ele curte muito meu estilo de tocar e sempre curtia os vídeos e gravações que eu enviava.</p>
<p>Um belo dia, em tom de brincadeira ele me diz que mandou o batera embora e que eu era o cara pra tocar com ele. Então, eu disse:  “Cara, se você precisar de mim na Alemanha amanhã, eu estarei aí amanhã!”.</p>
<p>Começamos a articular e ele viu que eu estava com atitude. Os planos ficaram sérios mesmo e aqui estou eu. (risos)</p>
<p>Os caras são super gente fina! Não são marrentos como diz a fama, mas também não são pontuais. Jens é super animado, ama futebol, música e é fã do Brasil, Argentina, Kaka, Messi e etc. Moro com ele, a esposa e o filho de 11 anos e me sinto em casa. Os outros caras também se tornaram grandes amigos e todo pessoal que trampa com a banda me trata muito bem.</p>
<p><strong>Pegada, groove e atitude foram as suas características que fizeram o vocal fazer o convite?</strong></p>
<p>Foram sim! Com a pegada e groove veio a admiração, com a atitude veio a confiança.</p>
<p>Ele não curte os bateras alemães. E, pelo que tenho visto nos shows aqui, Salvador ganha da Alemanha com muitas baquetadas a frente (risos).</p>
<p>Vendo Thiago Nogueira, Louis Fernando, João Matheus, Tiago Minus e Eu, claro (risos), tocando e vendo os caras aqui, você constata isso.</p>
<p>A maioria é muito oldschool, não sabem “rebolar”. É como dançar forró com uma morena gostosa, bote esses caras pra dançar. Muitas vezes o feeling conta mais que a técnica, e eles são apenas técnicos.</p>
<div id="attachment_1710" class="wp-caption alignleft" style="width: 360px"><img class="size-full wp-image-1710" title="riefenstahl" src="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/08/riefenstahl.jpg" alt="Atual formação da banda alemã Riefenstahl. Da esquerda para direita: Jens, Ralph, Daniel e Shade" width="350" height="274" /><p class="wp-caption-text">Atual formação da banda alemã Riefenstahl. Da esquerda para direita: Jens, Ralph, Daniel e Shade</p></div>
<p><strong>O que quer dizer a palavra RIEFENSTAHL?</strong></p>
<p>Riefenstahl quer dizer “ferro arranhado” ou “ferro com marcas”, algo nesse sentido.</p>
<p><strong>A partir de que momento foi confirmada a sua viagem e qual foi a reação dos seus parentes diante dessa oportunidade de mostrar o seu trabalho?</strong></p>
<p>A coisa toda vinha sendo conversada desde Janeiro. Era pra rolar em Março/Abril, mas eu precisava de um tempo ainda aí no Brasil. <strong>Carlos Perón </strong>(produtor) e Jens,  tinham também compromissos de trabalho e tudo foi re-planejado para Julho.</p>
<p>Minha família reagiu bem, ficaram felizes e sentem saudades, mas sabem que esta é uma grande oportunidade para mim, pois no Brasil a chance de viver de bateria/música, tocando música pesada não é muito grande, ainda mais em Salvador.</p>
<p>A galera faz mesmo porque ama esse lance. Eu ouço de tudo, tocaria até Axé, porque gosto, mas eu só gosto. Meu amor é por música pesada e de Salvador só vi Pitty ficar grande, e, mesmo assim, é rock e bem pop. Por logística, teve que ir pra São Paulo, pois na Bahia não rola.</p>
<p>Eu já fui morar em São Paulo, fui pegar umas aulas com <a href="http://www.fernandoschaefer.com/" target="_blank"><strong>Fernando Schaefer</strong></a> e ver como seria. Sacrifício de sair de casa por algo incerto não é o mais inteligente a se fazer, voltei pra Salvador e comecei a correr atrás de coisa aqui na Europa. Se for pra ficar longe da minha casa, minha família, namorada, amigos, meu carro, acarajé e carnaval, melhor fazer da forma mais provável de obter sucesso. E aqui as chances são muito mais reais.</p>
<p><strong>Sabemos que você teve algumas dificuldades assim que chegou no Aeroporto de Frankfurt. O que houve?</strong></p>
<p>Por sorte na imigração foi tranquilo, no mais simples eu me bati! (risos).</p>
<p>Meu celular não funcionava, não falo alemão e não conseguia ler o que tinha escrito nos telefones, não sabia ligar a cobrar e no balcão de informações a mulher nem sabia o que era isso. Resolvi largar a &#8220;casquinhagem&#8221; de lado e coloquei 1 euro (R$3,00) no telefone, mas o telefone comeu minha moeda e me devolveu 1 centavo. Resolvi abstrair e fui rodar&#8230;</p>
<p>Vinte minutos antes de pegar minha conexão para Leipzig/Halle me dirigi ao telão de vôos e mudaram o portão de embarque de 15  para 28, uma distância absurda. Então, comecei a caminhar em passos rápidos quando ouço as últimas chamadas para o embarque no meu vôo, tive que correr! Mas cheguei a tempo, só tive que ouvir da funcionária “Só aguardávamos pelo senhor.”  (risos)</p>
<p><strong>Como foi a primeira semana de adaptação? Os primeiros ensaios? E a primeira impressão da banda?</strong></p>
<p>Não tive problemas para me adaptar. O banho de banheira é complicado, não gosto! Muita dor no pescoço com os carros na rua, ainda não me acostumei, afinal, sou louco por carros. Os primeiros ensaios foram com playbacks, eu e Jens, depois viajamos pro <strong>Einz Studio</strong> em Sauerland e fizemos uma semana de pré-produção, tocando as músicas, gravando e ouvindo, até tive problemas com dor no ombro direito.</p>
<p>A primeira impressão deles me surpreendeu, apesar de eles curtirem os vídeos que eu mandava e trocarmos e-mails diariamente, eu tinha receio de exagerar na pegada, mas quando ouvi de Ralph, o guitarrista, que para ele parecia que tocávamos juntos há anos, fiquei contente e confiante. Nas músicas que mais fiz mudanças em relação ao que o antigo batera e o batera que ainda faz os shows tocavam, rolava até salva de palmas após a última nota tocada. Foda! Qualquer um se sente lisonjeado.</p>
<p><strong>O produtor do RIEFENSTAHL trabalhou com o <a href="http://www.myspace.com/rammstein" target="_blank">Rammstein</a>. Conte-nos como está sendo conviver com produção de primeiro mundo?</strong></p>
<p>Então, Carlos masterizou algo deles, o cara é bem famoso aqui na Europa. A convivência é harmoniosa, claro. Afinal é tudo feito pra sair certinho. Uma semana no estúdio de gravação somente para arranjos, dois dias e meio gravando a vera, nos shows geralmente a produção é muito boa!</p>
<p>Você recebe sua grana, seu som sai “perfeito”. As bandas pequenas aqui tem produção elevada comparado com o Brasil. Equipe, pano de fundo, camisas, bonés, munhequeira, equipamento e, muitas vezes, gravação.</p>
<p>No Brasil você tem que ir a pessoas específicas se quiser fazer um EP pra sua banda com qualidade. Em Salvador indico <strong>Jera Cravo</strong> e <strong>Thiago Nogueira</strong>, aqui em toda cidade tem um Hanz que tem um estúdio bom e saca de som pesado.</p>
<p>Eu sou bem desorganizado e isso tudo é um aprendizado.</p>
<div id="attachment_1716" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/08/riefenstahl3.jpg"><img class="size-full wp-image-1716" title="riefenstahl3" src="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/08/riefenstahl3.jpg" alt="Riefenstahl Live at Meutemania Festival" width="600" height="174" /></a><p class="wp-caption-text">Riefenstahl Live at Meutemania Festival</p></div>
<p><strong>Falando agora do período de gravação, sabemos que você é patrocinado pela Orion, qual foi o Set Up utilizado?</strong></p>
<p>Bem, eu trouxe um kit simples.</p>
<ul>
<li> Hi-Hat Strondo 14¨</li>
<li> Power Ride Viziuss 20¨</li>
<li> Thin Crash Viziuss 18¨</li>
<li> Crash Strondo 17¨</li>
<li> Crash Strondo 18¨</li>
<li> China Ragebass 18¨</li>
<li> Splashs ragebass 12¨ Mainstream 10¨ e um Mini-China revolution pro.</li>
</ul>
<p>Não utilizei todos os pratos. Variei durante a gravação e também usei pads eletrônicos a depender da música.</p>
<p><strong>Em quanto tempo você gravou as 14 linhas de bateria?  A banda foi paciente com o processo?</strong></p>
<p>Dois dias e meio. Eles são bem pacientes, tinham reservado quatro dias pra isso.</p>
<p>Ainda estamos trabalhando em uma música especial para o álbum, que, se acontecer, será gravada após a gravação de voz, que começa agora na primeira quinzena de agosto. Muito groove!!</p>
<p><strong>Você utilizou tambores eletrônicos? De quem foi a idéia?</strong></p>
<p>Sim! Não é muito bom não, mas quando o engenheiro lançou o drumkit from hell, a coisa mudou, me senti mais em casa.  Mas nada melhor que um kit acústico! A idéia foi do produtor e a Roland que Nils tem lá no Einz Studio é muito boa!</p>
<p><strong>O lançamento do álbum está previsto para quando? Já tem um selo?</strong></p>
<p>Final do ano. Quando estiver pronto, será levado às gravadoras com quem Carlos trabalha, dentre elas a <strong>Warner</strong> alemã.</p>
<p><strong>O Myspace do RIEFENSTAHL é bastante acessado. Qual o porte da banda na Alemanha?</strong></p>
<p>O porte é médio/grande creio eu, muita gente conhece. Antes de vir, pesquisei com amigos e amigas do <a href="http://www.facebook.com/" target="_blank">Facebook</a> que são totalmente por fora da música pesada e todos já tinham ouvido falar ou visto os clipes na MTV. Amigos de bandas também sacam e onde viajei com eles via que a galera já conhecia a banda e alguns já viram outros shows. Acho que em breve a banda alcança um porte realmente grande e datas constantes.</p>
<p><strong>A sua viagem foi focada na gravação do novo álbum, mas sabemos que você tem feito algumas participações ao vivo em alguns festivais para um público médio de 3.000 pessoas. Conte-nos como está sendo essa experiência.</strong></p>
<p>Eu não sei exatamente os públicos dos shows, mas o último, que foi aniversário de um clube de motoqueiros daqui (Meute MC) em <strong>Plau amsee</strong>, tinha muita gente de tudo que é clube da Alemanha, só a quantidade de motos no camping no fim da tarde já era imenso.</p>
<p>Eu vim mesmo para gravar e posteriormente voltar, mas próximo ao lançamento para a promoção e a tour, eu não sou menino, tirei algumas músicas além das novas e tenho tocado. (risos)</p>
<p><strong>Nas fotos da viagem, percebi que utilizou umas camisas do Kreator. Mas, afinal, qual é a banda mais venerada pelos alemães que você conheceu?</strong></p>
<p>Rapaz, é uma questão difícil!  Tem cara que diz que o <strong>Kreator</strong> é bullshit, tem cara que diz que o <strong>Running Wild</strong> também é, mas Kreator não foi muito bem no conceito da galera não.  Minhas bandas favoritas da Alemanha são <strong>Running Wild, Grave Digger, Kreator, Angel Dust, Rage </strong>e<strong> Metalium.</strong> E só não ouvi falarem mal do <strong>Rage</strong>.</p>
<p>Alemão é bem cabeça aberta, os caras curtem muito bandas Suecas, que é o mesmo que eu escuto. Resumindo, com as pessoas com quem conversei, <strong>Sepultura</strong> tem mais moral, inclusive em um dos shows rola uma “pista de dança” que rolou Sepultura antigo duas vezes. Fui lá pedir um Grave Digger ao DJ e vi mais uma do Sepultura na lista, nada de Kreator ou Destruction.</p>
<p><strong>Você apresentou algumas bandas underground da Bahia. Qual foi a que mais se destacou para os integrantes do RIEFENSTAHL?</strong></p>
<p>Não só pra eles como pra muitos outros caras. A Cobalto! Seguida por Tharsis, Reflections Bleed e Pandora.</p>
<p>Sou fã da Pandora desde criança, aqui iriam causar rebuliço por causa da voz de Bruno. A Cobalto nem comento, o primeiro disco deles tá no meu TOP 10!</p>
<p>A Bahia não tem uma cena muito organizada e com grandes produções, mas tem umas bandas espetaculares, músicos dos quais além de ser amigo, sou fã mesmo.</p>
<p><strong>Já conseguiu escolher a sua cerveja alemã favorita? </strong></p>
<p>Rapaz, é difícil velho&#8230;. Eu tomo com frequência Jever, Becks e Warsteiner. (Gargalhada)</p>
<div id="attachment_1713" class="wp-caption alignleft" style="width: 360px"><a href="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/08/shade3.jpg"><img class="size-full wp-image-1713" title="shade3" src="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/08/shade3.jpg" alt="Foto Promo: Tiago Shade. Fotografia: Jera Cravo" width="350" height="342" /></a><p class="wp-caption-text">Foto Promo: Tiago Shade. Fotografia: Jera Cravo</p></div>
<p><strong>Dia 25 de Julho foi seu aniversário! Vinte e dois anos?! Qual o recado que gostaria de dar para os parentes e amigos brasileiros?</strong></p>
<p>Não sintam minha falta tão prematuramente. Tem apenas um mês que estou aqui e mama chora no telefone (risos), o tamanho da distância é algo tão psicológico.</p>
<p>Se você está em São Paulo ou Helsinki, você não está presente da mesma forma, é só esquecer os milhares quilômetros de  distância e se confortar. Nessas horas eu penso assim, pra não voltar pra casa e me arrepender. Tudo tem um sacrifício. Pra chegar onde eu quero chegar, eu tenho que me sacrificar. E pra me ver feliz, quem gosta de mim tem que fazer o mesmo.</p>
<p>Pois é velho, 22 anos! Tem muito amigo meu que ainda acha que tenho 12, parou no tempo. Parar o tempo não é bom, mas deixar ele passar mais lentamente seria interessante. Passa tão rápido quando você não tá na sala de aula em seu escritório. Eu tento curtir a vida e ser feliz e quando você faz isso, passa voando!!</p>
<p><strong>Dia 5 de Setembro é a data para voltar ao Brasil. Existe alguma possibilidade de adiar essa data e permanecer na banda como baterista oficial?</strong></p>
<p>Sim, como diz Jens: “<em>This is my target</em>”.  Não tenho nenhum vínculo com o Brasil. Se o chefe disser que eu fico direto até o lançamento, tour e etc, eu fico.  Vamos esperar pra ver como rolam as coisas.</p>
<p><strong>O Salvador Alternativo parabeniza Tiago Shade pelos méritos obtidos e </strong><strong>deseja boa sorte com os novos desafios e empreitadas na Alemanha. </strong></p>
<p>Muito obrigado mesmo pelo espaço. Desejo muito sucesso a esse portal foda e desejo sucesso a todos músicos baianos e suas bandas! É só correr atrás e ter talento, claro, sem vergonha ser quem você é, sem dar pra trás com as críticas dos que estão “certos” e são “entendidos”.</p>
<p>Um abraço!</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Assista Tiago Shade na Alemanha</strong><br />
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<p><strong>Contatos:</strong></p>
<p><strong>MSN:</strong> tiagoshade@hotmail.com<br />
<strong>Skype:</strong> tiago shade<a href="mailto:tiagoshade@gmail.com" target="_blank"><br />
</a><strong>Twitter:</strong> @tiagoshade<a href="mailto:tiagoshade@gmail.com" target="_blank"><br />
E-mail</a><a href="http://www.youtube.com/user/tiagoshade" target="_blank"><br />
Youtube</a><a href="http://www.myspace.com/TIAGOSHADE" target="_blank"><br />
MySpace</a></p>
<p><strong>Riefenstahl</strong> é:</p>
<p><strong>Jens Esch</strong> (Vocals)<br />
<strong>Ralph Laskowski</strong> (Guitar)<br />
<strong>Daniel Peschel</strong> (Bass)<br />
<strong>Tiago &#8216;Shade&#8217; Saldanha</strong> (Drums)</p>
<p><a href="http://www.myspace.com/BANDRIEFENSTAHL" target="_blank">Riefenstahl MySpace</a></p>
<p><a href="http://www.riefenstahl-music.com/" target="_blank">Riefenstahl Official Website</a></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Entrevista: David Campbell</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 16:46:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renata Alves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[David Campbell]]></category>
		<category><![CDATA[Diego Freire]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Mariele Góes]]></category>
		<category><![CDATA[Rock]]></category>

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		<description><![CDATA[
Os fotógrafos atuam entre o talento e a técnica. Para muitos deles, uma faculdade não é fundamental na carreira. Tirar cada foto com sensibilidade e consciência são pré-requisitos que os tornam profissionais. Hoje, cerca de três anos após ter comprado a primeira câmara, um jovem fotógrafo baiano se encaixa nesse perfil e já é reconhecido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: left">
<div id="attachment_1701" class="wp-caption alignleft" style="width: 209px"><a href="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/08/ATgAAADWkvHB_l1yU34itkfV0SOybsh5O5C-5w7rjhY0x2c4VUdWPjMA4QKo2xmCJCpvESovID06HXVDeOGdbyxn4XCsAJtU9VBYES1JYvXSbtFUe_Zx2hhne1ld6g.jpg"><img class="size-medium wp-image-1701 " title="David Campbell - Por Mariele Goes" src="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/08/ATgAAADWkvHB_l1yU34itkfV0SOybsh5O5C-5w7rjhY0x2c4VUdWPjMA4QKo2xmCJCpvESovID06HXVDeOGdbyxn4XCsAJtU9VBYES1JYvXSbtFUe_Zx2hhne1ld6g-199x300.jpg" alt="David Campbell - Por Mariele Goes" width="199" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">David Campbell - Por Mariele Goes</p></div>
<p>Os fotógrafos atuam entre o talento e a <strong>técnica</strong>. Para muitos deles, uma faculdade não é fundamental na carreira. Tirar cada foto com <strong>sensibilidade</strong> e consciência são pré-requisitos que os tornam profissionais. Hoje, cerca de três anos após ter comprado a primeira câmara, um jovem fotógrafo baiano se encaixa nesse perfil e já é reconhecido no cenário local. Vivendo de fotografia, fazendo coberturas entre campeonatos de surf, festas de casamento e shows de rock, ele faz do trabalho o seu maior hobby.<strong> </strong></p>
<p><strong>Como encontrar o trabalho de David Campbell:</strong><a title="Link para o Flickr de David Campbell" href="http://www.flickr.com/photos/davidsurfer/" target="_blank"><br />
Flickr</a><br />
<a title="Link para o Fotolog de David Campbell" href="http://www.fotolog.com.br/davidcampbell" target="_blank">Fotolog</a></div>
<p>“Hoje em dia, eu não abro a boca para dizer que sou profissional. Eu acho um pouco de pretensão”. <strong>David Campbell</strong> , 21, acha que ainda vai demorar algum tempo para se considerar profissional. Para ele, o trabalho com fotografia exige conhecimento técnico. “Nem tudo você vai conseguir fazer por instinto. Muita coisa que eu vejo, preciso estudar para conseguir captar da forma como estou vendo”. Quando percebeu que poderia ganhar dinheiro tirando fotos, comprou livros e revistas sobre o assunto.</p>
<p>Morador de Itapuã por quase toda a vida, a cinco minutos da praia, além da fotografia, a sua outra paixão é o surf. Entre uma foto e uma onda, o “David_surfer” mantinha o esporte como um hábito. “Em geral, eu olhava com mais carinho as fotos de surf e skate. É algo que sempre me interessou mais, por estar no meu convívio. São coisas da minha rotina”, diz. A falta de tempo e um acidente que sofreu quando estava no mar, no ano passado, no entanto, fizeram com que David se afastasse um pouco da atividade, mas não dessa realidade. Nos dias 18 e 19 de julho, cobriu o <em>8º Circuito Baiano de Surf Universitário</em>, em Villas do Atlântico.</p>
<p>A relação de David com a fotografia começou cedo e não por acaso. Quando criança, o pai costumava tirar fotos da família, despertando o interesse dele por esse tipo de arte. Mais tarde, passou a tirar fotos dos amigos andando de skate e também da mãe. Tudo o que achasse bonito não escapava do <em>click</em>.</p>
<div id="attachment_1662" class="wp-caption alignright" style="width: 209px"><img class="size-medium wp-image-1662 " src="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/08/DSC_7568FLOG.jpg" alt="david campbell" width="199" height="300" /><p class="wp-caption-text">David Campbell - Por Diego Freire</p></div>
<p>Em 2005, foi morar em Mossoró, no Rio Grande do Norte, onde cursou o último ano de colégio e trabalhou em uma empresa de engenharia. Já em 2006, adquiriu a sua primeira câmera, uma semi-profissional. Começou, então, a olhar as fotos com mais cuidado, sempre atento aos ângulos e composições.</p>
<p>A carreira desse fotógrafo já estava traçada. No final de 2007, de volta à Salvador, David comprou a sua segunda câmera, com o salário que ganhava de uma faculdade particular, onde trabalhava como técnico em informática. Nessa época, a fotografia era somente distração. Em meados do ano passado, quando pediu demissão do emprego, as paisagens e o surf começaram a disputar a atenção dele com os shows de rock.</p>
<p>Fã do Dead Fish, amante do <em>hardcore</em>, David passou a ir aos eventos das bandas locais com outro olhar, momento em que tem início o seu reconhecimento, apesar da concorrência. Ele acredita que fazer fotografia de rock em Salvador pode parecer fácil, mas não é. “Tem gente que faz uma parada “na tora”. Vai lá, faz, e não sabe o que está fazendo”, diz, ressaltando a importância da técnica. Ele cita <strong>Rafael Kent</strong>, <strong>Eugênio Vieira</strong> e a “gênia” <strong>Sora Maia</strong> como fotógrafos relevantes. Muito além das terras baianas, outro profissional que desperta a atenção de David é o americano Todd Owyoung,  também conhecido pelo trabalho em apresentações de bandas.</p>
<div id="attachment_1663" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-1663 " src="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/08/honkers-300x200.jpg" alt="The Honkers, no Palco do Rock, sob o olhar de David Campbell" width="300" height="200" /><p class="wp-caption-text">The Honkers, no Palco do Rock, sob o olhar de David Campbell</p></div>
<p>“Nos shows que eu não conhecia o produtor, eu pagava para entrar e fotografar. No final, ele ou a banda usavam as fotos, porque ficavam boas”. Um dos eventos mais marcantes no começo da carreira de David foi o da banda Fake Number, em um show produzido por <strong>Safira Parente</strong>, que incentivou o amigo a persistir no sonho. A produtora conta que ele tem uma visão de produção ampla e ajuda a organizar os eventos da sua <em>Exercise Produções</em>.</p>
<p>Se elogio de amigo não conta, o que não falta são pessoas que gostam do trabalho desse fotógrafo. <strong>Rodrigo Sputter</strong>, vocalista da The Honkers, já foi clicado por David no <em>Palco do Rock</em> desse ano e conta que gosta do resultado. “Ele é novo e faz um bom trabalho. Está no caminho certo”.</p>
<p style="text-align: justify">Hoje, além de fotografar grandes shows  da cena, como o <em>Eletroacústico</em> do Cascadura, que rendeu uma de suas fotos mais famosas, ele faz coberturas de shows de axé. Em janeiro desse ano, ganhou uma grana para tirar fotos do <em>Trivela</em>, evento típico do <em>main stream</em> axezeiro. Na mesma época, também trabalhou para a <em>Nokia</em> no <em>Festival de Verão</em>.</p>
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify">
<div id="attachment_1665" class="wp-caption alignleft" style="width: 260px"><img class="size-full wp-image-1665 " src="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/08/casca1.jpg" alt="Tiago Aziz (Cascadura). Uma das primeiras e mais conhecidas fotos." width="250" height="166" /><p class="wp-caption-text">Tiago Aziz (Cascadura). Uma das primeiras e mais conhecidas fotos.</p></div>
<div id="attachment_1668" class="wp-caption alignright" style="width: 177px"><img class="size-full wp-image-1668 " src="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/08/ch1.jpg" alt="CH, da Retrofoguetes, em show no Festival de Verão. A foto integra a mostra Fragmentos de Música Brasileira." width="167" height="250" /><p class="wp-caption-text">CH, da Retrofoguetes. A foto integra a mostra Fragmentos de Música Brasileira.</p></div>
<p>Com pouco tempo de carreira, David vai representar os artistas dos anos 00 na exposição <em>Fragmentos de Música Brasileira</em>, promovida pela <em>Casa da Música</em>, no Parque Metropolitano de Abaeté. A exposição vai contar a história da música brasileira em cinco décadas, de 1950 até 2000. Serão dois artistas por período, expondo os trabalhos entre os meses de setembro e dezembro. Ao todo, doze artistas, de linguagens diferentes, participarão do evento.</p>
<p style="text-align: justify">Os inúmeros elogios e convites tornaram o fotógrafo David Campbell um profissional. O começo foi como o de muitos aspirantes: produzir material e divulgar na internet. Mas, o famoso <em>feeling</em>, a vontade de seguir carreira e o domínio da técnica fizeram a diferença nessa história. “Se você gosta, faça. Agora, se quer encarar como profissão, você vai ter que atingir um outro patamar”. Para quem não é exceção à regra, fica o conselho.</p>
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		<title>Entrevista: Capitão Cometo e os Formidáveis Ladrões de Parafina da Terra do Nunca Extreme</title>
		<link>http://www.salvadoralternativo.com.br/2009/08/02/entrevista-capitao-cometo-e-os-formidaveis-ladroes-de-parafina-da-terra-do-nunca-extreme/</link>
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		<pubDate>Sun, 02 Aug 2009 05:28:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renata Alves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Capitão Cometo]]></category>
		<category><![CDATA[Rodrigo Luna]]></category>

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		<description><![CDATA[Irreverência, diversão e colesterol. Estes são os principais ingredientes da receita que tornam a banda Capitão Cometo e os Formidáveis Ladrões de Parafina da Terra do Nunca Extreme o maior nome do rock baiano. A banda, que surgiu em 2006 como uma brincadeira entre amigos, vem chamando a atenção do público pelo inusitado, seja na performance [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Irreverência, diversão e colesterol. Estes são os principais ingredientes da receita que tornam a banda <strong>Capitão Cometo e os Formidáveis Ladrões de Parafina da Terra do Nunca Extreme</strong> o maior nome do rock baiano. A banda, que surgiu em 2006 como uma brincadeira entre amigos, vem chamando a atenção do público pelo inusitado, seja na performance ao vivo, estética ou nas letras. Só para se ter uma ideia, eles transformaram a garota problemática do Parangolé, clássica no pagode baiano, na alternativa <em>Trouble Girl</em>.</p>
<p>Prestes a protagonizar um dos eventos mais esperados dos últimos meses, a banda se prepara para lançar o primeiro EP, <em><strong>The Colesterol Sessions</strong></em>, produzido por Carlinhos (Irmão Carlos e o Catado), além do segundo e polêmico clipe, de <em><strong>Ela Me Disse</strong></em>.  O primeiro vídeo, da música <em>No Cuzinho</em>, ultrapassou a marca dos 26 mil acessos no Youtube.</p>
<p>Em entrevista para o Salvador Alternativo, os cinco personagens contam casos curiosos sobre a banda e explicam por que o projeto funciona bem. Capitão Cometo (voz), Poderoso Tentáculos (bateria), Senhor Robótico (guitarra/baixo), Pequeno Canivete (guitarra/baixo) e Sargento Rapadura (guitarra) preferem manter segredo quanto às reais identidades, mas a conversa descontraída revelou muitos detalhes dessa história.</p>
<p><strong>Salvador Alternativo &#8211; Quem é Capitão Cometo? De onde veio?</strong></p>
<p>Poderoso Tentáculos &#8211; É uma geração de heróis daqui de Salvador. Ele é o segundo a ser o Capitão Cometo. O primeiro não tinha um assessor de marketing muito bom, aí ninguém nunca ouviu falar. Teve o vídeo <em>Capitão Cometo &#8211; Episódio III  &#8211; As aparências enganam</em>.</p>
<div id="attachment_1300" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/cap10.jpg"><img class="size-full wp-image-1300" src="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/cap10.jpg" alt="" width="500" height="335" /></a><p class="wp-caption-text">Capitão Cometo</p></div>
<p><strong>S.A. &#8211; Como é que vocês tiveram a ideia de fazer a banda?</strong><strong> </strong></p>
<p>Capitão Cometo &#8211; Eu tinha esse projeto de fazer uma banda, para ser o grande nome do rock baiano.  Então, eu resolvi juntar os melhores instrumentistas da cidade.</p>
<p>Pequeno Canivete &#8211; Mas eles rejeitaram.</p>
<p>C. Cometo &#8211; É, eles não quiseram, aí eu achei esses caras, que estavam me devendo alguns favores.</p>
<p><strong>S.A. - Quem batizou a banda? De quem foi a ideia de sintetizar o rock baiano no nome do grupo?</strong></p>
<p>C. Cometo – Nós queríamos ser o grande nome do rock. Então, fizemos um nome grande para não haver nenhuma dúvida sobre isso.</p>
<p>P. Tentáculos &#8211; Como estava dando muito trabalho para a gente inventar um nome, fomos pegando os que já estão por aí.</p>
<p>Senhor Robótico – De bandas que têm o nome grande. Exemplo: Capitão Parafina e os Haoles, Formidável Família Musical, Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta, Cantos dos Malditos na Terra do Nunca&#8230; Tem mais algum?</p>
<p>C. Cometo – É, já acabou. A gente queria comprar briga com todo mundo. Então, atiramos para todos os lados, para ver quem é que iria reclamar primeiro. Se alguém, por favor, puder reclamar, a gente agradece. Está demorando.</p>
<div id="attachment_1301" class="wp-caption alignright" style="width: 332px"><a href="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/3773112709_abce97595d.jpg"><img class="size-full wp-image-1301" src="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/3773112709_abce97595d.jpg" alt="" width="322" height="407" /></a><p class="wp-caption-text">Poderoso Tentáculos</p></div>
<p><strong>S.A. - Teve alguém, no início da banda, que deu uma força para vocês?</strong><strong> </strong></p>
<p>P. Canivete &#8211; Olha, eu quero agradecer logo ao Pablo Mayer, grande ilustrador. Ele ajudou a gente nessa criação da arte do EP e do cartaz. É um cara que vive de ilustração, e eu acho isso fantástico.</p>
<p>C. Cometo – Nós mandamos as músicas para ele e, quando mandou [a arte] de volta, era a banda, um monte de mulher e uma lanchonete com o nome <em>Hamburgão</em>. Ele não sabia que o nome da lanchonete era mesmo esse, o que só prova que a gente é foda.</p>
<p>Sr. Robótico – Na verdade, existe uma lanchonete chamada <em>Hamburgão</em>, que fica na Boca do Rio. O nome do nosso EP, <em>The Colesterol Sessions</em>, é em homenagem a um sanduíche de lá chamado “Colesterol”. Ele vale um almoço.</p>
<p>C. Cometo &#8211; Que nem quando os Beatles foram para a Índia e provaram LSD, quando a gente provou o “Colesterol”, o som da banda mudou todo, passou a ser o que é agora. Esse sanduíche da Boca do Rio é o que faz a banda ficar viva por tanto tempo.</p>
<p><strong>S.A. - E as letras? Quem compõe?</strong></p>
<p>C. Cometo – As letras são uma salada absurda. Existia uma banda, há muitos anos, chamada Kenny in Hell, que era de nossos amigos Rodrigo Luna, Rodrigo Damati e Leo Abreu , e que tinha umas letras nesse esquema, mas ela nunca aconteceu. <em>No Cuzinho</em> era dessa banda, de Damati e Luna. E tinha o Felipe [Couto], que era um grande compositor. Ele tinha várias músicas. Então, a gente acabou se apropriando dessas canções. Tem várias músicas que podemos roubar dessa banda. Já estão prontas mesmo, ninguém gravou, ninguém vai reclamar. Como era para ser uma banda de uma música só, estava tranquilo, só que começamos a compor.<em>Trouble Girl</em> e <em>Ela Me Disse</em>, por exemplo, são criações coletivas. <em>Trouble Girl</em> aconteceu ao vivo, a gente começou a tocar o pagodão, que acabou virando Strokes, que acabou virando inglês. E <em>Ela me Disse</em> é uma crônica de um caso, que nós não vamos dizer de quem era. Pensamos: “pô, isso dá música”.</p>
<p><strong> </strong></p>
<div id="attachment_1309" class="wp-caption alignright" style="width: 261px"><strong><a href="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/21.jpg"><img class="size-full wp-image-1309" src="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/21.jpg" alt="Sargente Rapadura" width="251" height="342" /></a></strong><p class="wp-caption-text">Sargento Rapadura</p></div>
<p>S.A. - Vocês usam a brincadeira e a ironia para abordar assuntos que gostariam de falar seriamente? Isso tem a ver?</p>
<p>P. Canivete &#8211; Não existe essa coisa de tabu, hipocrisia. A banda é muito natural, a gente fala porque é natural quando reúne, quando liga uma guitarra, ou só senta para tomar uma cerveja. É isso que sai. Eu acho que tem bandas que se levam mais a sério e falam mais besteiras. Se a gente pegar um violão agora, vai sair. Não é nada maquinado.</p>
<p>P. Tentáculos &#8211; Só tem uma coisa quando a gente faz: “vai ser divertido?”. “Vai”. “Então vamos fazer”.</p>
<p>P. Canivete – A diversão sempre foi do grupo. Quando rola uma piada que funciona aqui dentro desse grupo, a gente vê que dá certo.</p>
<p>Sargento Rapadura – E quando as pessoas de fora entendem a piada, melhor ainda.</p>
<p><strong>S.A - Vocês disseram que a banda começou como uma grande brincadeira, mas depois tudo começou a ficar mais sério. Como foi isso? </strong></p>
<p>P. Canivete &#8211; Tinha uma história assim: a gente não iria fazer shows. Só nos encontrávamos pela amizade. Era a catarse do fim de semana. Mas, de repente, aconteceu como vídeo, como arranjo, como gravação e como clipe. E aí fez sentido existir a banda.</p>
<p><strong>S.A. - Sobre o clipe da música <em>Ela Me Disse</em>, como é que foi para chamar as meninas que participaram? São amigas da banda, não é?</strong></p>
<p>C. Cometo &#8211; A gente fez uma seleção. Como a gente é a melhor banda, era para chamar as melhores garotas de Salvador. A grande verdade é que o clipe é uma ode à competitividade feminina. Quando a primeira começou a fazer, a outra que vinha depois queria superar, superar e, no final, foi maravilhoso, tiveram performances sensacionais.</p>
<p><strong>S.A. -  Agora vamos tocar em um assunto que sempre dá pano para manga: o rock baiano. O que vocês têm a acrescentar nesse espaço?</strong></p>
<p>Sr. Robótico &#8211; Eu acho que existem várias bandas preparadas, com tendência de futuro, só que elas têm problema em se promover.</p>
<p>C. Cometo &#8211; Nós temos essa ideia de cada show ser um espetáculo.</p>
<p>Sr. Robótico &#8211; Um banda com essa proposta é uma quebra mesmo. Eu acho que a galera é séria demais. Precisa haver uma irreverência, e até os irreverentes, hoje, estão sérios demais.</p>
<p>P. Tentáculos &#8211; É isso que o Capitão falou. A gente não quer fazer um show só para mostrar as nossas músicas. Mas, que seja uma diversão, que as pessoas possam cantar e curtir juntas.</p>
<p>P. Canivete &#8211;  A gente leva serpentina e confete.</p>
<p>S. Rapadura – E cantamos marchinhas&#8230;</p>
<div id="attachment_1304" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/3773135931_143f575bc7.jpg"><img class="size-full wp-image-1304" src="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/3773135931_143f575bc7.jpg" alt="Senhor Robótico e Pequeno Canivete" width="500" height="335" /></a><p class="wp-caption-text">Senhor Robótico e Pequeno Canivete</p></div>
<p><strong>S.A. - Quais são as influências da banda?</strong></p>
<p>Sr. Robótico – Kenny in Hell, totalmente. Outra influência é o Cascavelletes.</p>
<p>C. Cometo – Os Trapalhões são uma referência para nós. Parangolé, sem dúvida, também.</p>
<p>P. Canivete – Então, se for assim, Mamonas Assassinas.</p>
<p>Sr. Robótico &#8211; Hare krishna é influência, Ferris Bueller é influência&#8230;</p>
<p><strong>S.A. – Para vocês, qual o benefício de tocar na Capitão Cometo?</strong></p>
<p>P. Tentáculos &#8211; Tem uma coisa boa de tocar na Capitão Cometo, que é a liberdade criativa sem limites que a gente tem.</p>
<p>C. Cometo &#8211; O Rapadura, quando terminou de gravar, disse: “velho, aqui é massa, porque eu erro pra caralho e todo mundo fica feliz”.</p>
<p>S. Rapadura – E o erro vira música.</p>
<p><strong>S.A. - Sobre o dia 07, o que vocês podem adiantar?</strong></p>
<p>C. Cometo – Dia 07 vai ser um divisor de marco no cenário das festas baianas. Para começar, é a primeira festa de cueca colorida. Quem for com cueca ou calcinha por cima da calça, vai pagar mais barato para entrar. Nós vamos lançar o clipe, o EP e nossa linha de moda, com camisetas. A melhor composição de cueca e calcinha vai ganhar o kit da banda. E, fora isso, a gente chamou as melhores bandas para compor essa putaria toda. Irmão Carlos e o Catado, com um soul sensacional, e Capitão Parafina e os Haoles, que é mais um capitão, tem tudo a ver com o clima.</p>
<p><strong><a href="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/3773889310_ae71c3c90f.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1302" src="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/3773889310_ae71c3c90f.jpg" alt="" width="335" height="419" /></a>S.A. – Podem chamar o público do Salvador Alternativo para ir ao show.</strong></p>
<p>Sr. Robótico &#8211; Quer gastar menos dinheiro com analista? Vá para o show!</p>
<p>P. Canivete &#8211; Quem viver, verá.</p>
<p>S. Rapadura – Cueca por cima tem desconto e calcinha por cima tem desconto e acesso ao camarim.</p>
<p>P. Tentáculo &#8211; Nós não temos segurança no palco para impedir que as groupies subam.</p>
<p>C. Cometo &#8211; Mas se quiserem uma ajuda para subir&#8230;</p>
<p>Sr. Robótico &#8211; Rei, na moral&#8230;vá pro show. Velho&#8230;você vai&#8230;ficar tão feliz.</p>
<p>Fotos: <strong>Karin Fonseca</strong></p>
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		<title>Entrevista: Jerry Marlon</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jul 2009 13:26:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renata Alves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Álvaro Assmar]]></category>
		<category><![CDATA[Beatles Concert]]></category>
		<category><![CDATA[Coveiros do Cover]]></category>
		<category><![CDATA[Festa Troca de Segredos]]></category>
		<category><![CDATA[Persona S/A]]></category>

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		<description><![CDATA[O Salvador Alternativo entrevistou Jerry Marlon, um dos organizadores da Festa Troca de Segredos, realizada no último dia 25 de julho, no Farol Music Bar, em tributo ao rock baiano dos anos 80. Ele integra as duas bandas que se apresentaram no evento, tocando guitarra na Coveiros do Cover e baixo, seu principal instrumento, na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Salvador Alternativo entrevistou <strong>Jerry Marlon</strong>, um dos organizadores da Festa Troca de Segredos, realizada no último dia 25 de julho, no Farol Music Bar, em tributo ao rock baiano dos anos 80. Ele integra as duas bandas que se apresentaram no evento, tocando guitarra na Coveiros do Cover e baixo, seu principal instrumento, na Persona S/A. Jerry Marlon já fez parte da 14ª Andar e, atualmente, toca também na Beatles Concert (ex-Beatles in Senna) e na banda do guitarrista Álvaro Assmar.</p>
<div id="attachment_1161" class="wp-caption alignright" style="width: 298px"><a href="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/jerry2.JPG"><img class="size-full wp-image-1161" title="Jerry Marlon" src="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/jerry2.JPG" alt="" width="288" height="316" /></a><p class="wp-caption-text">Jerry Marlon</p></div>
<p><strong>Salvador Alternativo: Como surgiu a ideia do evento <em>Troca de Segredos</em>?</strong><strong> </strong></p>
<p><strong>Jerry Marlon:</strong> Essa ideia não veio só de mim, ela já vinha sendo comentada por muitos. A gente sente que o pessoal que está fazendo rock atualmente não registrou a nossa história, e ela foi importantíssima. O Camisa de Vênus, quando surgiu aqui, não levou ninguém. Talvez seja essa coisa da cidade mesmo, da terra, não sei. Por exemplo, em Brasília, os Paralamas do Sucesso levaram o Legião, o Legião levou o Capital, e todo mundo se deu bem depois da Plebe Rude. A galera lá era mais cooperativa. Aqui não, tem uma bobagem, eu não sei o que é. Tem um rançozinho que foi péssimo para a gente. Então isso ajudou muito a não acontecer a nossa história, isso das pessoas não conhecerem a gente. Mas nunca é tarde. Eu acho que é hora de a gente exigir o nosso lugar na história do rock. E música para mim é combustível.  Houve um delírio: “ah, vamos fazer alguma festa que consiga traduzir aquela sociedade do nosso tempo, se divertir, resgatar essa coisa que está meio esquecida e ganhar algum dinheiro também, por que não?”.</p>
<p><strong>S. A.: </strong><strong>Você acha que dá para nós compararmos o clima sentido aqui com aquele que existia no <em>CBGB</em>, clube em Nova Iorque que abrigada shows de punk? Houve rodas de rock e até um atrito entre você e uma pessoa do público, algo que também rolava por lá. Vocês se inspiravam neles?</strong><strong> </strong></p>
<p><strong>J. M.: </strong>Guardadas as devidas proporções, claro. Exatamente, a gente, quando começou a tocar, tinha quinze, dezesseis anos. Éramos garotos. Então, por exemplo, eu era fã do Queen e uma dia eu fui para o show do Camisa de Vênus com a camisa do Queen e neguinho queria me matar. Eu comecei a ouvir Clash depois. Não que eu tenha esquecido o Queen, mas essas bandas que me fizeram tocar. Eu comecei a tocar por causa do punk rock. “Faça você mesmo”, entendeu? Porque, se fosse pelo Queen, eu estava até hoje sem tocar (risos).</p>
<p><strong>S. A.: </strong><strong>O que você tem a dizer sobre a cena rock alternativa de hoje?</strong></p>
<p><strong>J. M.: </strong>Essa cena alternativa que existe aqui eu já faço parte desde que existe. Eu trabalho com música e só não toco axé, pagode, essas porcarias, porque tem que ter muito dinheiro para me comprar, e esse dinheiro não aparece, não vai aparecer, porque eu não tenho pedigree para isso. Ninguém me chama para tocar com Daniela Mercury. E essa coisa da cena alternativa existe, só que ela é toda recortada, assim como a cena do rock. Existe um ingrediente aqui nos músicos, talvez por a Bahia ser um lugar que tem muito artista, todo mundo se acha, e termina não somando nada. Para mim, na verdade, a coisa que mais prejudica a cena alternativa é essa falta de humildade, falta de cooperação entre as bandas. Existe um excesso de valorização de músicos aqui e, na verdade, nem todo mundo está podendo assim. Eu acho o Cascadura fantástico, gosto deles, Retrofogutes também. Mas eu acho que tem o clubinho deles aí que não abre para ninguém. É triste isso, poderia ser diferente, as bandas poderiam ir juntas. Por que o Cascadura não foi ainda? A Pitty está dando força, mas por que não foi? Porque neguinho está nessa, quer ir e não quer levar ninguém. Lá em Nova Iorque, em Londres, não existiu isso. Não ao pé da letra, mas eu acho que falta um pouco de humildade.</p>
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		<title>Entrevista com Luciano Matos (el cabong) sobre a Festa Nave</title>
		<link>http://www.salvadoralternativo.com.br/2009/07/07/entrevista-com-luciano-matos-el-cabong-sobre-a-festa-nave/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 00:30:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gerson Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[el Cabong]]></category>
		<category><![CDATA[Festa Nave]]></category>
		<category><![CDATA[Luciano Matos]]></category>
		<category><![CDATA[Rock]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes de a Festa Nave – Portal da MTV começar, batemos um papo com Luciano Matos, um dos produtores do evento, conhecido pelo trabalho no blog El Cabong. Para saber mais sobre a festa, leia a entrevista abaixo:

Salvador Alternativo: Primeiro, quem é Luciano Matos?
Luciano Matos: Jornalista formado, ja fiz zines, sites, fui colunista de música [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de a <a title="Link para Cobertura da Festa Nave - Portal da MTV com Pitty" href="../cobertura-festa-nave-portal-da-mtv" target="_blank"><span style="color: black;">Festa Nave – Portal da MTV</span></a> começar, batemos um papo com Luciano Matos, um dos produtores do evento, conhecido pelo trabalho no blog El Cabong. Para saber mais sobre a festa, leia a entrevista abaixo:</p>
<hr />
<div id="attachment_671" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><a href="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/entrevista-luciano-matos-festa-nave-02.jpg"><img class="size-full wp-image-671" title="entrevista-luciano-matos-festa-nave-02" src="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/entrevista-luciano-matos-festa-nave-02.jpg" alt="Entrevista com Luciano Matos - Festa Nave Portal MTV" width="200" height="198" /></a><p class="wp-caption-text">Entrevista com Luciano Matos - Festa Nave Portal MTV</p></div>
<p><strong>Salvador Alternativo: </strong>Primeiro, quem é Luciano Matos?</p>
<p><strong>Luciano Matos: </strong>Jornalista formado, ja fiz zines, sites, fui colunista de música no &#8220;Caderno Dez&#8221; do A Tarde. Hoje mantenho o blog <a href="http://www.nemo.com.br/elcabong" target="_blank">el Cabong</a>, faço duas festas &#8211; a <a title="Link para tudo relacionado a festa nave" href="http://www.salvadoralternativo.com.br/tudo/festa-nave" target="_blank">Nave</a> e o Baile Esquema Novo &#8211; focado em música brasileira de todo tipo, além de apresentar e produzir o programa de rádio <a href="http://www.radioca.wordpress.com" target="_blank">Radioca</a>.</p>
<p><strong>Salvador Alternativo: </strong>Há quanto tempo existe a festa Nave? De onde surgiu a idéia de projeto, o nome&#8230;</p>
<p><strong>Luciano Matos: </strong>Bom, vou começar pela historia. Eu sou DJ há algum tempo e a gente tocava em festas de amigos, formatura, essas coisas… sempre tinha uma festa. Ia pro Rio e sempre estava em festas de rock. Jan, que é o outro produtor, a mesma coisa. Ele ia pra Porto Alegre, via uma festa legal e queria fazer aqui. Então a gente conversou e tipo.. vamos fazer! Aconteceu de ser na época que o Miss Modular estava abrindo o espaço para festas. Isso era 2005 e a primeira festa foi em maio do mesmo ano. Aí a proposta foi essa. Primeiro só eu e ele discotecando, fazendo uma festa de rock.</p>
<p><strong>Salvador Alternativo: </strong>E onde foi a festa?</p>
<p><strong>Luciano Matos: </strong>Miss Modular. A idéia era essa. Botar na pista coisas que a gente gostava. Porque o que é que tinha aqui pra dançar? Ou você ouve axé ou vai pra boate ouvir bate-estaca e não era o que a gente gostava. E rock tem tudo a ver com pista de dança. A gente via isso em várias cidades e aqui não tinha. “Então tá, vamos fazer”.</p>
<p><strong>Salvador Alternativo: </strong>Então você falou do Miss Modular, onde a festa rolou pela primeira vez, em maio de 2005. Depois disso surgiu, então, com você e Jan..</p>
<p><strong>Luciano Matos: </strong> É, sempre eu e Jan. Nossa primeira festa discotecando foi um sucesso. Sucesso pra caramba. Ficamos quase um ano no Miss Modular, aí a casa fechou e ficamos procurando lugar. Em março de 2007, mais ou menos, a gente veio pra cá para a Boomerangue e encaixava bem no que a gente queria. Sem mesas, boa estrutura pra dançar. E a gente sempre primou por ter o máximo de qualidade e profissionalismo. Sempre pagou todo mundo que trabalha. O cara que faz o cartaz, o DJ, todo mundo.</p>
<p><strong>Salvador Alternativo: </strong>Coisa rara..</p>
<p><strong>Luciano Matos: </strong>É, coisa rara. Mas a gente queria também profissionalizar, né?. Mesmo que fosse pouco, mas é você valorizar o trabalho do cara. A gente sempre primou por isso. Desde o começo a gente paga.</p>
<div id="attachment_669" class="wp-caption alignnone" style="width: 610px"><a href="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/destaque-entrevista-com-luciano-matos.jpg"><img class="size-full wp-image-669" title="destaque-entrevista-com-luciano-matos" src="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/destaque-entrevista-com-luciano-matos.jpg" alt="Entrevista com Luciano Matos - Festa Nave Portal MTV" width="600" height="238" /></a><p class="wp-caption-text">Entrevista com Luciano Matos - Festa Nave Portal MTV</p></div>
<p><strong>Salvador Alternativo: </strong>A idéia é sempre tematizar a Nave?</p>
<p><strong>Luciano Matos: </strong>É, desde o começo a gente inventava alguns temas. No Miss Modular fizemos uma Nave, Nave de Brinquedo, que era, na verdade, dedicada ao Dia das Crianças. Acho que foi a primeira temática, se não me engano. Fizemos várias outras e tinha sempre umas coisas extras. Na Nave de Brinquedo, por exemplo,  a gente fechou um videogame, colocamos o videogame para as pessoas jogarem. Fazíamos algumas coisas. Outras eram só o tema musical mesmo. A gente fez a Nave Retrô, que foi a última no Miss Modular. Todos os DJs tinham que tocar músicas antigas. Também teve a Bacanave, Nave de Cinema, vários temas.</p>
<p><strong>Salvador Alternativo: </strong>E esses temas são vocês que escolhem ou há interação com o público que frequenta a festa?</p>
<p><strong>Luciano Matos: </strong>Interagimos. Uma das características importantes da Nave é que o público acompanha muito a gente. O público é muito fiel. Boa parte do público que frequentava o Miss Modular não é o público que hoje vai à  Nave. É o povo que vai envelhecendo, e aí eu acho que é uma coisa muito ruim de Salvador. A pessoa chega aos 25 anos e se acha muito velho para ir a uma festinha, dizendo que só tem “guri”, mas essa é a mesma pessoa que era “guri” há um ano atrás, no máximo. Eu tenho 34 anos e não estou nem aí. Tudo bem que eu faço a festa, mas o importante é se divertir, ouvir música boa&#8230;o que importa é isso. Mas eu entendo um pouco esse público. De qualquer forma, tem gente que acompanha a Nave desde o começo, sugere temas.</p>
<p><strong>Salvador Alternativo: </strong>E vocês acatam?</p>
<p><strong>Luciano Matos: </strong> Muitas idéias nós adaptamos e outras, que muitas pessoas pedem, a gente acata sim. A Bacanave mesmo, foi uma sugestão. A Bacanave seria a Nave Pornô. Bacanave é um bacanal, uma brincadeira com isso. Nós exibimos filmes de putaria, colocou foto de mulher pelada, distribuiu camisinha&#8230;era sacanagem. Nave Nerd também foi sugestão do público. A gente colocou computador, fliperama e tal. Tem o público muito amigo nosso que também vai sugerindo as coisa.</p>
<p><strong>Salvador Alternativo: </strong>E já teve algum caso bem inusitado que aconteceu durante a festa?</p>
<p><strong>Luciano Matos: </strong>Muita coisa. Muita história por aqui. Teve uma época que a galera chamava a festa de “micareta indie”, porque era uma pegação. Eu não via nada, as pessoas que me falavam.</p>
<p><strong>Salvador Alternativo: </strong>É assim até hoje..</p>
<p><strong>Luciano Matos: </strong>É, mais teve uma época específica que marcou muito. O banheiro era super concorrido e logo depois a gente fez a Bacanave até pra aproveitar isso <em>(risos).</em></p>
<p><strong>Salvador Alternativo: </strong>Aproveitar o clima, é isso?</p>
<p><strong>Luciano Matos: </strong>Exatamente. E uma coisa do público participar é que tem muita gente que vira DJ. A gente chama, e um dos temas da Nave é o “DJ por uma noite”, onde pegamos o pessoal da comunidade do <a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=70570049" target="_blank">orkut</a>. A festa tem <a title="Link para o fotolog da Festa Nave" href="http://www.fotolog.com/nave_/" target="_blank">fotolog</a>, <a title="Link para o twitter da Festa Nave" href="http://www.twitter.com/festa_nave" target="_blank">Twitter</a> e <a title="Link para o Myspace da Festa Nave" href="http://www.myspace.com/festanave" target="_blank">Myspace</a>.</p>
<p><strong>Salvador Alternativo: </strong>Completamente conectada..</p>
<p><strong>Luciano Matos: </strong>Completamente. Essa Nave, por exemplo, a gente não fez nada impresso, só divulgou pela internet. A gente já fez panfleto, mas a grande divulgação nossa é a internet.</p>
<p><strong>Salvador Alternativo: </strong>Você acha que o público que frequenta a Nave hoje é especifico ou variado?</p>
<p><strong>Luciano Matos: </strong>Sempre foi muito diverso. Mas o que eu vejo é que existe um público em potencial na cidade, que gosta de música alternativa, rock, música pop e que não seja a que a gente sempre ouve. Acho que a Nave supre isso. Tem um cara, por exemplo, que não morava aqui. Era do interior e acompanhava a Nave. Ele gostava desses sons e acompanhava a Nave pela internet. Hoje é um cara que chega aí, já está na fila e virou DJ na última edição da festa.</p>
<p><strong>Salvador Alternativo: </strong>Quem é?</p>
<p><strong>Luciano Matos: </strong>É Jefferson. Um cara legal para vocês entrevistarem.</p>
<p><strong>Salvador Alternativo: </strong>Ele é um caso inusitado..</p>
<p><strong>Luciano Matos: </strong>É isso, eu vou lembrando aos poucos. Tem muita coisa. Muito namoro que nasceu aqui. A gente brinca que vai ter muito filho proveniente da Nave <em>(risos).</em></p>
<div id="attachment_670" class="wp-caption alignnone" style="width: 611px"><a href="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/entrevista-luciano-matos-festa-nave-01.jpg"><img class="size-full wp-image-670" title="entrevista-luciano-matos-festa-nave-01" src="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/entrevista-luciano-matos-festa-nave-01.jpg" alt="Entrevista com Luciano Matos - Festa Nave Portal MTV" width="601" height="205" /></a><p class="wp-caption-text">Entrevista com Luciano Matos - Festa Nave Portal MTV</p></div>
<p><strong>Salvador Alternativo: </strong>Em relação à mídia, vemos agora a ideia de lançar o Portal da MTV aqui e com a Nave. Como surgiu essa idéia?</p>
<p><strong>Luciano Matos: </strong>Na verdade, o responsável pela MTV em Salvador conhece a festa. Já frequentou mais, mas conhece . A Nave tem muito a ver com o perfil da MTV, por ter música pop rock e público jovem, então ele viu, com certa razão, que encaixava bem fazer o lançamento do Portal na festa Nave. Ele perguntou se rolava, a gente foi conversando e deu certo.</p>
<p><strong>Salvador Alternativo: </strong>Para fechar, como surgiu o nome “Nave”?</p>
<p><strong>Luciano Matos: </strong>Pois é, muita gente acha que é uma coisa elaborada. Tem uma amiga minha, Gabriela Almeida, que cantava na banda Satélite do Amor, de São Paulo. Aí eu e ela conversando no msn&#8230;decidimos fazer um brainstorm. Fomos trocando nomes até que chegamos em “Nave”. Pronto, é esse!</p>
<p><strong>Salvador Alternativo: </strong>Então já nasceu dessa conexão virtual&#8230;</p>
<p><strong>Luciano Matos: </strong>Sim, é totalmente virtual, totalmente pela internet. E o nome não tinha razão especifica, mas acabou que encaixou muito, porque é um nome fácil e tem a ver com modernidade. Na verdade, não foi por isso, mas casou com um monte de coisa. Essa brincadeira de você entrar na Nave para curtir, se transportar, a galera viaja&#8230; A gente brinca também com isso.</p>
<p><strong>Salvador Alternativo: </strong>Obrigado pela entrevista. Muitos anos de Nave.</p>
<p><strong>Luciano Matos: </strong>Vou tocar aqui velhinho. <em>risos</em></p>
<hr /><strong>Colaboraram</strong>: Viviane Uerba, Larissa Oliveira, Rômulo Lebre e Gerson Souza.<br />
<strong>Edição</strong> por Renata Alves</p>
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