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	<title>Salvador Alternativo &#187; Opinião</title>
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	<description>Cultura e arte alternativa da Bahia</description>
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  <title>Salvador Alternativo</title>
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		<item>
		<title>Opinião: O problema não é Maria Bethânia&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Mar 2011 01:18:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clara Marques Campos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Lei Rouanet]]></category>
		<category><![CDATA[Leis de Incentivo]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Bethânia]]></category>
		<category><![CDATA[Política Cultural]]></category>

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		<description><![CDATA[Não há outra forma de começar este texto sem esclarecer, antes de qualquer coisa, que não estou defendendo Maria Bethânia e que nem sou fã do seu trabalho.
O que mais me desanima nesta história toda e na repercussão que a coisa tomou é a maneira como as pessoas perdem o foco da causa mais importante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não há outra forma de começar este texto sem esclarecer, antes de qualquer coisa, que não estou defendendo Maria Bethânia e que nem sou fã do seu trabalho.</p>
<p>O que mais me desanima nesta história toda e na repercussão que a coisa tomou é a maneira como as pessoas perdem o foco da causa mais importante e deixam de atacar a verdadeira razão do problema pra procurar endemonizar uma figura pública.</p>
<p>A grande questão disso tudo, e que muita gente não percebe, é que o problema não é o projeto de Maria Bethânia. Não tive acesso a ele, mas acredito que não exista nada errado com o projeto. As pessoas se assustam com a cifra e não querem entender mais nada.</p>
<p>Pra começar, o projeto está até barato. Desde quando 3,5 mil reais (1,3 milhão do projeto dividido pelos 365 vídeos que serão realizados) está caro para um clipe de Andrucha Waddington (diretor global e de filmes premiados em Cannes e outros festivais &#8211; e, mais uma vez, digo que não estou exercendo nenhum juízo de valor sobre o trabalho deste profissional)? E isso se o montante todo fosse para a realização dos vídeos, sem contar o cachê de Maria Bethânia, de Hermano Vianna (que coordena o projeto), os custos com o site (design, programação, manutenção, hospedagem e etc e etc), além de toda uma equipe técnica de dezenas de pessoas envolvidas e trabalhando.</p>
<p>Não acho que o projeto seja ilegítimo. E não acho um absurdo o valor. O problema, obviamente, é quem paga essa conta. E se, por lei, Maria Bethânia tem o direito de inscrever um projeto, por que está errado ela inscrever? Se você fosse rico e famoso e tivesse direito a um recurso para investir em sua carreira, gravar um novo CD, clipe ou filme, não faria? O grande equívoco do negócio é a lei que permite que ela faça isso. E não só ela. Ivete Sangalo, Marisa Monte, Caetano Veloso, o Rock in Rio (sim!), diversas super produções da Globo Filmes e uma infinidade de projetos milionários tem a todo ano a sua captação aprovada através de leis de incentivo.</p>
<p>Ah, eu disse captação. Porque ainda tem isso. Tem gente que não sabe o que esta palavra significa e pensa que o Governo está entregando a dinheirama diretamente na mão da cantora. Não, o projeto dela foi apenas habilitado a captar recursos. Isso significa que agora eles terão que procurar patrocinadores junto à iniciativa privada. As empresas é que vão pagar o 1,3 milhão ao projeto de Maria Bethânia e depois vão abater parte desta quantia do imposto de renda (aí sim, indiretamente, este valor sai dos cofres públicos).</p>
<p>A Lei Rouanet não avalia o mérito do projeto e o seu desdobramento social. Para um projeto ser aprovado basta que ele preencha todos os pré-requisitos do formulário de forma clara e objetiva e que o currículo do proponente comprove que ele tem capacidade técnica de realizar tal projeto.</p>
<p>Neste ponto, temos a grande questão. Além de Maria Bethânia, também o Joãozinho, o Juquinha e a Aninha tiveram os seus projetos inscritos e aprovados para a captação pela Lei Rouanet. Mas as grandes empresas vão preferir patrocinar quem? A grande Maria Bethânia ou os ilustres desconhecidos fictícios citados acima? Lógico que os empresários vão investir o seu rico dinheirinho em artistas já famosos e consagrados que vão garantir mais visibilidade e retorno de marca.</p>
<p>Assim, as organizações ganham duas vezes: com o imposto que é isentado e com a publicidade gratuita obtida nestes grandes projetos. Isso sim é um absurdo. Porque a decisão do destino dos recursos públicos fica a cargo da iniciativa privada, que acaba por gerir, de alguma forma, a política cultural nacional com interesses substancialmente mercadológicos. É a privatização da cultura!</p>
<p>Então, mais uma vez eu repito. O problema não está com Maria Bethânia, tampouco com o orçamento do seu projeto. Ela está apenas exercendo um direito de cidadã e de artista. O problema todo é o mecanismo de tal lei que permite que um projeto com grande apelo midiático e facilidade de obtenção de patrocínios privados dispute os investimentos estatais com outros projetos de menor visibilidade.</p>
<p>O que mais me deixa indignada em repercussões deste tipo é a escolha de alguém famoso pra alvo de ataques, sem que ele tenha culpa real na questão. Reparem a grande mobilização na internet que está levando o assunto aos Trends Topics do Twitter e gerando uma avalanche de posts em blogs diversos e em perfis do Facebook. Tudo isto para falar (mal) de Maria Bethânia e do valor astronômico da sua nova obra. Enquanto se deixa de atacar a verdadeira raiz do problema. Simplesmente um desperdício de tempo, saliva e caracteres. Não seria mais produtivo se este esforço fosse direcionado para a discussão da reformulação da lei em questão?</p>
<p><strong>UPDATE &#8211; Agora sim discutindo o projeto de Bethânia&#8230;</strong></p>
<p>Bom, como falei anteriormente, não tive acesso ao projeto antes de escrever este post. Agora que li, posso dizer que o projeto é realmente ruim, superfaturado e mal escrito. Prevê um número muito pequeno de público. 6 mil acessos diários é muito pouco para um projeto desta magnitude, não justifica mesmo o valor investido.</p>
<p>O texto foi copiado e colado, sem nenhuma revisão, de um projeto anterior que previa a sua realização durante o ano de 2010. E ainda copiaram informações do Wikipedia sem nem se dar ao trabalho de tirar o [carece de fontes?]. Logo o currículo da produtora de vídeos&#8230;</p>
<p>Ok, o projeto merece sim críticas severas. Mas continuo a dizer que o objetivo principal deste post era justamente criticar a crítica. Exatamente porque a grande maioria que bombou a internet ainda não tinha lido o projeto (e muitos até hoje não leram) e falavam irresponsavelmente.</p>
<p>Como eu disse antes, a grande questão é que não adianta atacar Maria Bethânia agora e depois Ivete Sangalo e cicrano que vão propor projetos com verba equivalente.</p>
<p>Este ano, Marisa Monte, Maria Rita, Erasmo Carlos e Sula Miranda<br />
também tiveram projetos aprovados com pedido de captação acima de R$ 1 milhão para a realização de shows e gravação de DVD. Propostas ainda menos louváveis que o tal blog.</p>
<p>E há pelo menos 29 projetos autorizados a captar mais de R$ 1 milhão. Incluindo ilustres desconhecidos e projetos de música erudita como a Semana de Música Antiga da UFMG.</p>
<p>Lembrando, mais uma vez, que estes projetos não receberam o dinheiro do Estado, apenas foram aprovados para captação, ou seja, terão que correr atrás de patrocinadores da iniciativa privada.</p>
<p>Sim, e então, considerando que o projeto de Bethânia é ruim mesmo, quem devemos criticar por isso? Ela por ter sido agraciada com tal benefício ou quem aprovou o projeto e permitiu que ela gastasse este valor? Vamos atacar o analfabeto que passou passou no vestibular pela sua ignorância ou o mecanismo falho da prova que o aprovou?</p>
<p>Volto a afirmar: o problema não é da artista ou do montante. E sim da lei que permite que o evento de música erudita compita na busca de patrocínio com o blog da Bethânia. Quem tem mais visibilidade? Em qual projeto as empresas vão preferir investir?</p>
<p>Então, devemos unir os nossos esforços para pressionar uma mudança da lei e exigir que os projetos apresentem melhores contrapartidas sociais, ao invés de ficar apontando o dedo pra fulano ou beltrano e alimentando um sensacionalismo ridículo e infundado.</p>
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		<title>Opinião: Uma breve história No tempo</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Aug 2009 04:48:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gerson Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Dia dos Pais]]></category>

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		<description><![CDATA[Um belo dia, ao ligar a TV, fui surpreendido por um som que mais parecia a ação de um campo magnético sobre mim, pois fiquei completamente paralisado e extremamente preso aos acordes que emergiam da guitarra do Mark Knopfler. Sim, era o Dire Straits com a sua famosíssima &#8220;Sultans of Swing&#8221;. Música que colocou a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um belo dia, ao ligar a TV, fui surpreendido por um som que mais parecia a ação de um campo magnético sobre mim, pois fiquei completamente paralisado e extremamente preso aos acordes que emergiam da guitarra do Mark Knopfler. Sim, era o Dire Straits com a sua famosíssima &#8220;Sultans of Swing&#8221;. Música que colocou a banda no topo do mundo. Mas coisas  melhores vieram, como &#8220;Communique&#8221; (1979, o melhor de todos), &#8220;Making Movies&#8221; (1980) e &#8220;Love Over Gold&#8221; (1982). A partir daí, a banda se descaracterizou, mudou o seu som e, por conseqüência, abandonou a sua marca registrada, que era a Fender Stratocaster vermelha, tocada pelo MK.</p>
<p>Foi quando dei conta que algo estava acontecendo em todo mundo, pois, para mim, era como se ele passasse a existir a partir daquele momento. Isso aconteceu no final da década de 70 (em 1979 exatamente).</p>
<p>As bandas surgiam quase que por geração espontânea. Cada uma com sua mensagem, sua ideologia, sua vestimenta, sua música.</p>
<p>Paralelo a isso, explodiam as rádios FM – algo parecido com a internet hoje em dia – com suas programações cada uma melhor que a outra, e sendo mais um novo espaço para divulgação dessa galera toda. Inclusive, até o Marcelo Nova era um dos locutores da Aratu FM com um programa noturno de rock and roll.</p>
<p>Tudo isso acontecia no início da década de 80. Com certeza, uma das últimas grandes décadas para o mundo da música e do rock and roll e suas variações. Sem menosprezar as décadas que vieram depois, a década de 80 conseguiu unir de forma homogênea todo um planeta, onde a boa música era executada nos quatro cantos do planeta.</p>
<p>Aqui no Brasil, o surgimento de bandas foi algo mais que esperado. De Brasília, vieram os Paralamas, Capital Inicial, Legião Urbana entre outras que existiram. De São Paulo, vieram os Titãs, Ira, Ultraje a Rigor, Ratos de Porão, Inocentes, e dezenas de outras.</p>
<p>Aqui na Bahia, explodiam bandas como, Ramal 12, 14º Andar, Gonorréia, Delirium Tremens, Almirante Rex, Camisa de Vênus, Zona Abissal, e outras que possivelmente não me ocorrem no momento.</p>
<p>Era comum as bandas que estavam começando tocarem em espaços alternativos. No Rio, existia o Circo Voador, onde as gigantes de hoje começaram a dar seus primeiros passos. Aqui, existia o circo Troca de Segredos, localizado no bairro de Ondina, onde muito som rolou por lá. Sou testemunha.</p>
<p>Nessa época, infelizmente, para se fazer e divulgar um show, era muito difícil.</p>
<p>Tudo era muito caro. Não tínhamos acesso aos bons instrumentos e aparelhagem, pois tudo teria que ser importado – o Brasil nessa época vivia em uma crise inflacionária sem precedentes, e não havia abertura de mercado, ou seja, os intrumentos teriam que ser nacionais e de péssima qualidade – o que para muitos se tornava impossível. Então, o jeito era o improviso e muita vontade de fazer o que se gosta.</p>
<p>Hoje em dia, com o avanço e disponibilidade da tecnologia, postar um vídeo no YouTube pode torná-lo uma estrela em poucos acessos. O que antes levava bons e longos anos, e muitas vezes o seu talento não era reconhecido. Injustamente, essas bandas baianas da década de 80 não obtiveram o reconhecimento merecido, pois nada deviam as outras que estouraram no país inteiro.</p>
<p>Com influências punk, hard rock e até pop rock, os seus registros provam o tamanho do talento de cada uma delas e o que tinham a oferecer, para falar naquele momento, pois descendentes de uma juventude reprimida em décadas passadas, tínhamos muita história para contar.</p>
<p>Atualmente, o rock nacional, e por que não o baiano?, anda sem referências, pois os músicos se preocupam mais em gestuais do que simplesmente mostrar o que sabem fazer que é cantar, passar sua mensagem. Mesmo que seja a base de berros, mas que digam algo que se julge importante a ser ouvido.</p>
<p>Precisamos, aqui na Bahia, revigorar toda essa nossa veia de talentos &#8211; que estão aí até hoje mostrando que ainda tem muita lenha para queimar &#8211; com muitos shows, encontros, novos espaços, não só para a música, mas para a poesia, pintura e tudo que represente arte.</p>
<p>Fica, então, minha humilde contribuição a esse cenário que com certeza jamais morrerá dentro de cada um que nele viveu, e para aqueles que vieram depois, o que vale, é a informação.</p>
<p>Grande abraço a todos.</p>
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		<title>Opinião: Como sinto os sons da música</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Aug 2009 04:13:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Campos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Dia dos Pais]]></category>

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		<description><![CDATA[Acho que&#8230; se bem lembro, tudo deve ter começado por volta dos meus cinco ou seis anos, quando na radiola da casa dos meus pais eu curtia ficar ouvindo e “viajando” nos discos de Nelson Gonçalves, Dorival Caymmi, Elizete Cardoso e um grupo de blues americano – não lembro agora o nome –, passava horas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que&#8230; se bem lembro, tudo deve ter começado por volta dos meus cinco ou seis anos, quando na radiola da casa dos meus pais eu curtia ficar ouvindo e “viajando” nos discos de Nelson Gonçalves, Dorival Caymmi, Elizete Cardoso e um grupo de blues americano – não lembro agora o nome –, passava horas junto à radiola.</p>
<p><a href="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/08/8018beatles1.jpg"><img class="size-medium wp-image-1450 alignleft" src="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/08/8018beatles1-300x225.jpg" alt="" width="223" height="167" /></a>Depois, na década de sessenta, veio a Jovem Guarda, Roberto Carlos, Jerry Adriani, Ronnie Von, Golden Boys e tantos mais. Foi também meu primeiro contato com Elvis Presley e Beatles. Daí começou a se formar uma tendência musical em mim que foi evoluindo na década seguinte para o Rock mais comportamental. Isto porque o Rock não é só um tipo de música; é um estilo de vida que mexe e remexe todo o seu comportamento físico, social e mental, sem contar com o emocional, é claro.</p>
<p><a href="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/08/led_zeppelin.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1455" src="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/08/led_zeppelin-278x300.jpg" alt="" width="241" height="260" /></a>Os anos 70 foram os melhores e mais gratificantes para o Rock ‘n’ Roll. Conheci Pink Floyd, Led Zeppellin, Uriah Heep, Be Bop Deluxe, Deep Purple, Rick Wakeman e tantos outros que literalmente fizeram não só a minha cabeça como também meu comportamento – principalmente o gosto para escrever poemas e sentimentos – e por que não dizer, lapidaram a minha alma adolescente! Esses anos inspirados criaram não só em quantidade de bandas e cantores e compositores para o Rock como também em altíssima qualidade musical e de letras que ecoam sempre em nossas mentes. Daí em diante tudo que veio perdeu um pouco da magia e importância para mim. É óbvio que tem coisas bem interessantes, músicos e letristas de alta qualidade hoje em dia. Poucos&#8230; escassos, mas existem.</p>
<p>Pós meus “sons siderais” e minha era de magia, o Rock muito pouco ganhou de novo. Acho que o que veio depois &#8211; o que é hoje &#8211; não trouxe novidades e sim derivações, distorções, aberrações e mutações do mesmo tema. O Rock ‘n’ Roll continua e continuará sendo muito mais um estilo de vida do que musical.</p>
<p><a href="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/08/black-sabbath1.jpg"><img class="size-medium wp-image-1459 alignleft" src="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/08/black-sabbath1-300x213.jpg" alt="" width="235" height="166" /></a>Infelizmente, aqui na nossa terra brazilis a qualidade musical e comportamental é bem diferente, muito aquém do que gostaria que fosse. Existem alguns estilos musicais, excelentes letristas, poetas mesmo, que faço questão em escutar. Caras como: Djavan, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Caetano Veloso (quando ainda estava lúcido), Fagner, Vinícius de Moraes e outros. Bandas como: Paralamas, Nenhum de Nós, Legião, Engenheiros, e um restinho mais.</p>
<p><a href="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/08/060601_pink-floyd.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1460" src="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/08/060601_pink-floyd-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a>Aqui na Bahia, especificamente em Salvador, a coisa tomou um rumo tão violentamente diferente e negativo que fico não só preocupado como também profundamente penalizado com os adolescentes dessa cidade. “Triste Bahia”! O nível desceu tanto que penso que somente com uma revolução bastante radical a música audível poderá retornar à nossa terra. Coisas como Chiclete com Banana, Ivete Sangalo, e tantos outros, principalmente os “pagodeiros”, deveriam ser exterminados definitivamente do meio musical, não só pela péssima qualidade que têm – se é que existe alguma – como pelos nocivos exemplos que passam para a juventude baiana e, pior, para a brasileira. Parece que do jeito que vai, dificilmente os jovens poderão ter seus ouvidos educados para uma sonoridade de alta qualidade e suas mentes plugadas em estilos e poemas de alta resolução!</p>
<p>Enfim, acho que é por aí e por aqui também!</p>
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		<title>Artigo: Converse All Star, Juventude e Rock and Roll</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 03:11:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clara Marques Campos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[All Star]]></category>
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		<description><![CDATA[Mesmo sendo cada vez mais incorporado pela cultura pop e midiática global, com cores, modelos, estampas e materiais dos mais variados, para alguns nichos e tribos, o tênis ainda não perdeu a sua valoração ideológica e a sua associação com o rock, consagrado como ícone de rebeldia e autenticidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A marca Converse desde 1908 e, mais precisamente, o modelo All Star desde 1917 vêm se consolidando como um tênis usado por diversas gerações como símbolo de originalidade, autenticidade, inovação, tradição, rebeldia, estilo e atitude. O Converse Chuck Taylor, como também é conhecido, em referência ao famoso jogador de basquete que sugeriu algumas alterações e ajudou a popularizar o tênis, foi o primeiro modelo produzido para o mercado de massa americano e, desde então, vem se afirmando como um dos maiores ícones da juventude urbana americana e mundial.</p>
<div id="attachment_152" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/06/classico.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-152" title="classico" src="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/06/classico-150x150.jpg" alt="classico" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Modelo clássico de cano alto</p></div>
<p>Inicialmente fabricado para a prática do basquete, nos dias atuais, o produto consegue atingir desde um público do pop e gêneros do mainstream – que usa modelos de diversas cores e estampas, com lantejoulas ou bordados – até adeptos de gêneros de rock do circuito underground, que, por sua vez, cultuam o tênis velho, sujo e rasgado como ícone da sua rebeldia e originalidade.</p>
<p>O primeiro boom de vendas do produto ocorre na década de 50, quando o tênis, para além das quadras de basquete, começa a ser usado pela juventude americana, inclusive pelo jovem ator James Dean, se transformando rapidamente em um ícone daquela geração adepta do visual jeans e camiseta e ouvinte de rock n’ roll. Já a esta época, o modelo se tornou popular entre fãs de rockabilly.</p>
<p>Investindo em design e conceito, em 1962, a Converse desenvolve a versão ‘cano baixo’ do famoso Chuck Taylor All Star, conhecida como versão ‘Oxford’, que ganha ainda outras cores, além do branco e preto e, desde então, o produto se torna cada vez mais recorrente no cinema americano.</p>
<div id="attachment_155" class="wp-caption alignright" style="width: 194px"><a href="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/06/ramones.jpg"><img class="size-medium wp-image-155" title="Ramones on 10/22/77 in Chicago, Il." src="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/06/ramones-239x300.jpg" alt="Integrantes dos Ramones usando All Star" width="184" height="230" /></a><p class="wp-caption-text">Integrantes dos Ramones usando All Star</p></div>
<p>Em 1974, a Converse lança o modelo ‘One Star’, que foi adotado pelos skatistas da época. Já os adeptos de punk rock adotaram o tênis como uma tendência de moda até o fim da década de 70, sendo bastante usado por integrantes dos Ramones.</p>
<p>Nos anos 80, os tênis Converse All Star se consolidam definitivamente como uma marca da juventude urbana e chegam pela primeira vez em terras brasileiras. Em 1984, em uma ação visionária e arrojada, a Converse torna-se a patrocinadora oficial das Olimpíadas de Los Angeles.</p>
<p>Na década de 90, o tênis ganha ainda mais adeptos e volta à moda entre os ouvintes de rock graças a Kurt Cobain, frontman da banda Nirvana, que arregimenta muitos usuários entre os fãs de grunge.</p>
<p>Com a ascensão de novos concorrentes e uma má administração da empresa, a Converse decreta a sua falência em 2001, sendo comprada pela Nike, dois anos depois, por mais de 300 milhões de dólares.</p>
<p>Hoje, os tênis já não são muito usados pelo seu alvo inicial, os jogadores de basquete, principalmente os de nível profissional. Neste centenário de existência, com presença em 144 países, a marca se transformou em um ícone mundial da cultura jovem urbana. Já foram vendidos mais de 1 bilhão de pares em todo o mundo, sendo bastante usado por adolescentes, tanto que alguns chegam a fazer coleções do produto e personalizam os seus tênis através da cor do sapato, uso do cadarço e desenhos ou escritas nas partes de borracha. Outros também usam um modelo diferente em cada pé.</p>
<div id="attachment_154" class="wp-caption alignright" style="width: 177px"><a href="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/06/converse_high_heel_sneakers.jpg"><img class="size-medium wp-image-154" title="converse_high_heel_sneakers" src="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/06/converse_high_heel_sneakers-300x266.jpg" alt="Modelo de salto alto" width="167" height="147" /></a><p class="wp-caption-text">Modelo de salto alto</p></div>
<p>Nos dias atuais, de uma maneira mais generalizada, o tênis tende cada vez a ser associado à cultura pop e mainstream global, sendo consumido pela maioria como mais um artefato de vestuário e tendo o seu poder distintivo ligado mais ao mundo da moda do que a gêneros do rock e discursos contra-hegemônicos. Até mesmo pela compra da empresa pela Nike e pelo preço que o tênis tem adquirido mais recentemente, torna-se complicado falar ainda hoje neste calçado como símbolo de resistência.</p>
<p>Podemos identificar, hoje, alguns posicionamentos de consumo e apropriação diferenciados em relação à marca por diferentes agrupamentos de jovens. Mesmo sendo cada vez mais incorporado pela cultura pop e midiática global, com cores, modelos, estampas e materiais dos mais variados, para alguns nichos e tribos, o tênis ainda não perdeu a sua valoração ideológica e a sua associação com o rock, consagrado como ícone de rebeldia e autenticidade, como no caso de alguns fãs de rock e rap. Estes consumidores apresentam certa fidelidade e relação estreita com a marca, consumindo e valorando o tênis por ser um All Star, e não um outro qualquer.</p>
<p>Nesta perspectiva, podemos incluir os jovens hypes, que consomem o All Star por questões ligadas a moda e estilo, e não como rebeldia ou resistência, mas apresentam uma identificação e fidelidade à marca. Diferentemente daqueles jovens que consomem o Converse All Star apenas pelo design, cores e estampas dos modelos como se fosse um outro tênis qualquer, sem uma ligação à marca.</p>
<p>Por outro lado, há ainda aqueles ouvintes de rock mais radicais que rejeitam o All Star pela sua larga popularização e cooptação, justamente por conhecerem a genealogia do gênero ao qual estão associados e o contexto histórico em que foram possíveis as reais representações do tênis como resistência, diferentemente do modo como vêm sendo apropriados indistintamente por outros jovens em maior escala.</p>
<div id="attachment_156" class="wp-caption alignright" style="width: 229px"><a href="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/06/kurtcobain105757.jpg"><img class="size-medium wp-image-156" title="kurtcobain105757" src="http://www.salvadoralternativo.com.br/wp-content/uploads/2009/06/kurtcobain105757-300x193.jpg" alt="Modelo em homenagem a Kurt Cobain" width="219" height="140" /></a><p class="wp-caption-text">Modelo em homenagem a Kurt Cobain</p></div>
<p>Deste modo, seja para dialogar diretamente com estes públicos aos quais vem se distanciado ou apenas como mais uma ação da série de comemorações ao centenário da marca, a Converse lançou recentemente linhas de modelos especiais em homenagem a bandas como Pink Floyd, Ramones e The Who e o vocalista e guitarrista do Nirvana, Kurt Cobain.</p>
<p>Identificamos ainda algumas estratégias de endereçamento da marca diretamente a públicos do rock em ferramentas de divulgação ligadas à internet e novas tecnologias como o <a href="http://www.converseallstar.com.br/" target="_blank">site</a> oficial, <a href="http://www.conversation.com.br/" target="_blank">blog</a>, <a href="http://twitter.com/conversando" target="_blank">twitter</a>, <a href="http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=16739153295501747148" target="_blank">orkut</a>, <a href="http://www.flickr.com/groups/conversando" target="_blank">flickr</a> e <a href="http://www.youtube.com/user/blogconversation" target="_blank">YouTube</a>. Justamente porque são estes consumidores de determinados gêneros do rock que apresentam uma maior ligação ideológica à marca e costumam acessar o site da empresa, participar de comunidades no orkut e seguir o perfil do twitter, por exemplo.</p>
<p>Para além disso tudo, o Converse All Star não perde todo o seu potencial de reunir e identificar pessoas pelo seu consumo, desde que sejam observados o modelo do tênis e a sua associação a outras peças de vestuário. De maneira que, facilmente, podemos concordar que um modelo rosa bordado com lantejoulas e um outro preto, rasgado, sujo, velho e riscado remetem a imaginários completamente diferentes.</p>
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<p>Para ter acesso à versão completa deste artigo, escreva para <a href="mailto: clara_mdv@yahoo.com.br" target="_blank">clara_mdv@yahoo.com.br</a></p>
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