Cobertura: Grande Circo Alternativo
em 11 Outubro, 2009 | Coberturas > ResenhasMalabares de fogo, esquetes teatrais, música pop e muito rock’n’roll. Foi essa a receita de sucesso do primeiro Grande Circo Alternativo, evento produzido pelo Salvador Alternativo, em parceria com o músico Paulinho Oliveira e Portela Café. A festa trouxe à casa, no dia 9 de outubro (sexta-feira), performances circenses e a confraternização entre os novatos e veteranos do som independente baiano. Apesar da concorrência com outros eventos, o Grande Circo reuniu pessoas de todas as tribos, que foram curtir os shows de Mortícia, Davi Zew e Paulinho Oliveira.
“Vai começar! É sério, viu? Vai começar!”. Depois da apresentação com malabares de fogo, com Dery, do coletivo Malabares Mágicos, três palhaças do grupo Nariz de Cogumelo chamam o público ainda tímido para a abertura oficial do evento. Com direito a mestre de cerimônia, papel que ficou a cargo de Vivane Abreu, que também integra o Nariz de Cogumelo, o Grande Circo Alternativo começou com o show de Davi Zew, revelação do pop rock baiano.
Em rápida apresentação, Davi e sua banda, com boa presença de palco, tocaram um pop simples e acertado. Ele mostrou ao público quieto e observador parte de seu repertório, que contou com Mirante e a balada Ao Olhar Para Frente – além da versão de It’s My Life, do Bon Jovi. Davi Zew assume, no som e na estética, o seu estilo musical, ajudando a diversificar o quadro de bandas baianas.
Em seguida, foi a vez do veterano Paulinho Oliveira voltar aos palcos para mostrar Um Bom Motivo Ao Vivo, show de seu primeiro disco, lançado em 2006. No repertório, canções como Feita à Mão e a famosa Sonhos Derretidos Pelo Sol. Em seguida, Paulinho aproveita a animação do público para relembrar uma música da época do Cascadura. E trocadilho ou não, Estrela do Show, da banda paulista Os Detetives, reforçou o espírito que o cantor e guitarrista parecia querer mostrar no palco. As influências do hard rock setentista, junto a bons solos e riffs de guitarra, dão o tom do show.
A ideia de fazer uma festa maior, mais que um simples show, dialogando com outras linguagens além da música veio de Paulinho, que também é diretor do Café-Teatro Sitorne, que abriga o primeiro curso técnico de formação de palhaços do Brasil. Também com o objetivo de unir gerações distintas do rock baiano, ele chamou Clara Marques e Gerson Souza, idealizadores do Salvador Alternativo, para dividirem a produção do evento. “Gostei do site e resolvi chamá-los para sentar e ter ideias”, disse. O resultado foi um evento de culturas e públicos diversos.
Depois do pop de Davi Zew e o rock setentista de Paulinho Oliveira, o som pesado e denso da Mortícia encerrou a noite, com a rouquidão e a irreverência de Leão, vocalista. Por volta das duas da manhã, a banda tocou as autorais Jardim da Saudade, Soco na Cara e outras conhecidas do público.
DIVERSIDADE – Nos intervalos dos shows, apresentaram-se, além do grupo Nariz de Cogumelo, o Palhaço Tezo, interpretado por Demian Reis, e o mágico Muccini. Os atores Diogo Baleeiro e Clara Napoli mostraram também uma esquete da peça Típicos, que tem direção de Teresa Costalima. A produção ainda disponibilizou alguns brindes, que foram sorteados durante a festa. Jefferson Brito, 24, ganhou um kit com CD e camisa de Paulinho Oliveira, ingressos para a peça Típicos, CD de Davi Zew e camisa do Salvador Alternativo. Para receber os presentes, ele respondeu a uma pergunta e conta que ainda participou do show. “Paguei mico, dancei e fui filmado”.





















